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Alunos do Colégio Rio Branco retornam às aulas após suspensão por protesto

Estudantes se manifestaram contra a instalação de câmeras nas salas de aula sem aviso prévio

Cristiane Nascimento, Especial para o Estadão.edu,

26 Setembro 2012 | 17h57

Os 107 alunos suspensos pelo Colégio Rio Branco, de Higienópolis, um dos mais tradicionais de São Paulo, retornaram às aulas nesta quarta-feira, 26. Os jovens foram advertidos por se manifestarem contra a instalação de câmeras nas salas de aula durante o período escolar.

Segundo alunos ouvidos pela reportagem, as aulas ocorreram normalmente e, apesar do "clima tenso", ninguém da diretoria foi até eles para comentar o caso. Nas salas de aula que já tinham câmeras instaladas, os estudantes se depararam com uma placa com o seguinte aviso: "O ambiente está sendo filmado. As imagens são confidenciais e protegidas nos termos da lei. Lei n.º 13.541 de 24/03/2003."

"Não acho que eles voltarão atrás e tirarão as câmeras das salas de aula, mas queríamos que nos dessem ao menos alguma satisfação", disse um dos alunos, que preferiu não se identificar. "Queremos que eles expliquem o porquê das câmeras e também o porquê de não terem nos avisado sobre a medida", afirmou outro estudante, também sob sigilo.

Procurada pela reportagem, a Assessoria de Imprensa do colégio afirmou que a diretora geral da escola, Esther Carvalho, não pôde conversar com alunos nesta quarta porque teve de dar conta de uma agenda de compromissos prévia, além de atender às solicitações da imprensa. Ainda de acordo com a Assessoria, Esther conversou com cada um dos pais dos 107 alunos suspensos e se comprometeu a falar com os alunos até o fim desta semana.

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