Alunos decidem que DCE da USP terá eleições em março

Conselho de Centros Acadêmicos referenda adiamento da votação, tachado de golpe por chapa considerada de 'direita'

Cedê Silva, Especial para o Estadão.edu

26 Novembro 2011 | 21h51

O Conselho de Centros Acadêmicos da USP referendou neste sábado a decisão do Diretório Central dos Estudantes de adiar as eleições para o DCE e marcou a votação para os dias 27 a 29 de março. O processo eleitoral será organizado por uma comissão gestora, que assume no dia 11, quando termina o mandato do atual DCE. A comissão transitória terá apenas duas tarefas (organizar a calourada e as eleições), mas também terá de acatar decisões da assembleia geral dos estudantes.

A eleição estava prevista para os dias 22 a 24 de novembro. A decisão de adiá-la, tomada no dia 17 por assembleia com 3 mil estudantes, foi tachada de golpe pela chapa Reação, que se diz apartidária e é tida como de “direita” no movimento estudantil. A Reação alegou que, pelo estatuto do DCE, a decisão caberia ao Conselho de CAs. Pelo estatuto, não compete à assembleia geral universitária deliberar sobre as eleições da diretoria da entidade. Tais discussões devem ser feitas pelo Conselho de Centros Acadêmicos.

Neste sábado, a proposta do adiamento e de convocação das eleições para março teve 22 votos a favor, 16 contra e 3 abstenções. Os representantes de CAs também votaram para definir quem organizaria a eleição, se a comissão gestora ou a atual direção do DCE – que, apesar de reiterar sua disposição de deixar o cargo no dia 11, teria seu mandato estendido na prática. A proposta da comissão foi aprovada por 19 votos a 16, com 7 abstenções.

Os líderes dos CAs decidiram que a comissão gestora terá a mesma configuração da comissão eleitoral encarregada das eleições que foram adiadas em termos da distribuição de vagas entre as áreas de Humanas, Exatas e Biológicas. Os CAs, porém, não serão necessariamente os mesmos.

Houve nova polêmica na definição dos representantes de Exatas. Em votação, ficou decidido que as vagas serão preenchidas pelos alunos das faculdades de Química e Matemática, deixando de fora a Escola Politécnica.

A participação do centro acadêmico da Faculdade de Economia e Administração (FEA) também foi posta em votação. Ela não participa da Comissão Eleitoral. A votação empatou em 12 a 12 (com 10 abstenções), mas em seguida o CA da Faculdade de Direito mudou a abstenção para um voto contra. O conselho da ECA, que também tinha se abstido, acompanhou o XI de Agosto. O placar ficou em 12 a favor, 14 contra e 8 abstenções, reprovando a entrada da FEA. 

Integrantes da chapa Reação criticaram o fato de a votação ter sido realizada depois das 20 horas, quando, alunos da USP de Ribeirão Preto já tinham deixado o encontro. Para a Reação, a maioria dos colegas de Ribeirão era favorável a que a comissão gestora tivesse membros da Poli.

* Matéria corrigida às 20h33 de domingo, dia 28. No último parágrafo, antes se lia: 'Integrantes da chapa Reação criticaram o fato de a votação ter sido realizada depois das 20 horas, quando, segundo eles, alunos da USP de Ribeirão Preto já tinham deixado o encontro'. Também foram acrescidas as duas últimas frases do segundo parágrafo, e foi acrescido um novo parágrafo (o penúltimo, sobre a FEA).

Às 21h36, o quarto parágrafo ganhou uma redação mais clara.

Às 22h20, o primeiro parágrafo ganhou a frase "A comissão transitória terá apenas duas tarefas (organizar a calourada e as eleições), mas também terá de acatar decisões da assembleia geral dos estudantes."

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