Alunos de Medicina de Marília prometem boicotar avaliação na quinta-feira

Segundo estudante da estadual, objetivo é chamar atenção do governo para 'sucateamento' da instituição

Estadão.edu

05 Outubro 2011 | 21h36

Alunos da Faculdade de Medicina de Marília (Famema) prometeram boicotar nesta quinta-feira a Prova Progresso Inter-institucional, aplicada a alunos de Medicina do 1º ao 6º ano em todo o Estado. Segundo o aluno do 3º ano Luiz D'Elia Zanella, de 28 anos, o boicote é uma forma de chamar a atenção do governo estadual "para o sucateamento da universidade".

Estudantes da faculdade se reuniram nesta segunda-feira, 3, e publicaram um documento de sete páginas com reivindicações sobre infraestrutura, salário dos professores, auxílio estudantil e redução na carga horária do internato, dentre outras.

De acordo com Luiz, coordenador cultural do diretório acadêmico, uma nova assembleia está marcada para 17 de outubro, e, caso as demandas não sejam atendidas, podem decidir por uma greve.

Estadualizada em 1994, a Famema é hoje uma autarquia. Procuradas no ínicio da noite, a Famema e a secretaria estadual de Desenvolvimento, responsável pelo ensino superior, ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

Segundo Luiz, os alunos estão deixando de realizar atividades por causa da escassez de professores. Dois concursos realizados este ano, disse, não foram suficientes para atender à demanda.

No 3º ano de Medicina, os alunos da Famema têm aulas em três "estações": saúde da mulher, da criança e do adulto. Normalmente, ao final do ano, o desempenho do aluno é avaliado nas três áreas. Luiz contou que a direção da faculdade anunciou que, neste ano, os alunos serão avaliados em apenas uma das três, definida por sorteio.

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