Alunos de Direito do Mackenzie protestam contra turmas cheias e calor nas salas

Estudantes criticam superlotação; universidade afirma que tem projeto para instalar ar-condicionado nas salas

O Estado de S. Paulo

07 de fevereiro de 2014 | 15h42

Centenas de estudantes de Direito do Mackenzie protestaram na manhã desta sexta-feira, 7, contra a superlotação e o calor nas salas de aula da universidade. O ato chegou a bloquear a Rua da Consolação, no centro, por alguns minutos. Segundo os manifestantes, cerca de 1,3 mil pessoas participaram.

Depois de fechar a via, os alunos ocuparam as salas onde há aulas do curso no câmpus Higienópolis, também na região central. A principal queixa do grupo é a superlotação das classes. "Em uma das turmas há 83 estudantes dentro de uma sala onde cabem só 30", afirmou a estudante de Direito Mariana Bruck, de 21 anos, integrante do Centro Acadêmico de Direito do Mackenzie.

De acordo com a jovem, em outras classes alguns estudantes assistem às aulas do lado de fora e as salas têm problemas de ventilação. "O calor é insuportável", criticou. A mensalidade para cursar Direito na instituição é de aproximadamente R$ 1,4 mil.

Representantes do Centro Acadêmico se reúnem com a direção da universidade na tarde desta sexta. A assessoria de imprensa do Mackenzie informou que, desde o ano passado, é desenvolvido um projeto de reestruturação de energia no câmpus Higienópolis.

O objetivo é instalar ar-condicionado nas salas, mas a proposta ainda depende da aprovação da Eletropaulo. Para atender à demanda emergencial, foram comprados ventiladores de teto. Segundo o Mackenzie, as obras de infraestrutura no campus, iniciadas para acomodar os novos estudantes da universidade, já se encontram em fase final.

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