Alunos de Direito da USP ficarão parados até segunda-feira

Estudantes protestam contra mudanças na biblioteca

Carlos Lordelo, Estadão.edu

13 Maio 2010 | 13h26

Alunos da Faculdade de Direito da USP decidiram permanecer paralisados até segunda-feira, dia 17. Os estudantes manifestam repúdio ao processo de mudanças na biblioteca e atitudes do vice-diretor, Paulo Borba Casella, que na sexta-feira passada tentou revogar ordem de transferência dos livros para o prédio histórico.

 

- Acompanhe, no blog do Estadão.edu, a reunião na Faculdade de Direito da USP

 

Enquanto os alunos participavam de assembleia nesta manhã, cerca de 30 caixas com livros que estavam no prédio anexo, na rua Senador Feijó, estão sendo transferidos para o prédio histórico. As mundanças do acervo prococaram a manifestação ocorrida na quarta-feira no pátio das Arcadas e a paralisação dos alunos.

 

 

Professores também apoiam os alunos. "Essa é uma manifestação em defesa da ordem, todas as instancias são respeitadas" afirmou o professore de direito administrativo, Fernando Menezes. Na segunda-feira, os estudantes farão nova reunião para definir como se portarão.

 

 

Decisão judicial da semana passada já exigiu a transferência dos livros encaixotados do prédio anexo, na rua Senador Feijó, para o histórico. Na última sexta-feira, dia 7, depois da ordem, enquanto o atual diretor, Antonio Gomes Magalhães Filho, estava hospitalizado, o vice-diretor Casella tentou revogar a ordem de transferência, ameaçando, inclusive, funcionários. Casella é ligado ao ex-diretor da faculdade João Grandino - o atual reitor da USP e responsável pela mudança na biblioteca. Alunos pedem a renúncia de Casella da vice-diretoria e até a saída de Rodas.

 

 

No ato da noite passada, Magalhães foi ovacionado pelos estudantes. Eles entendem que o atual diretor está sendo pressionado pela reitoria da USP para manter os livros no anexo. O diretor afirma que até sábado todos os livros encaixotados estarão de volta ao prédio histórico. "Eu faria a mudança de forma mais pensada, mas agora nao há o que fazer. Temos que resolver", afirmou.

 

 

O diretor, que defende a "expansão" da biblioteca, não quis comentar a atitude de seu vice e afirmou manter boas relações com Rodas. Ele informou que está negociando com a reitoria prioridade para a liberação de verbas para a reforma do prédio na Rua Senador Feijó - que também não tem prazo definido para a conclusão.

 

 

Salas de aula

O batismo de salas com nomes dos doadores - o escritório de advocacia Pinheiro Neto e os herdeiros do banqueiro Pedro Conde - também provocou prolêmica. A tradição é que as salas sejam nomeados por antigos professores da faculdade, condição na qual os dois não se encaixam.

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