Alunos da PUC-SP organizam 'churrascão' na reitoria

No Facebook, mais de 200 pessoas já confirmaram presença no evento; elas deverão levar barracas

Cristiane Nascimento, Especial para o Estadão.edu,

04 Dezembro 2012 | 21h34

Os alunos grevistas da PUC-SP estão organizando um  "churrascão", que deve ocorrer na quinta-feira, 6, em frente à reitoria da universidade, no câmpus de Perdizes, zona oeste da capital. O evento, criado no Facebook na manhã desta terça, 4, tem mais de 200 pessoas confirmadas.

Os organizadores do churrasco pedem também aos convidados que tragam barracas para a universidade. A ideia é reforçar o acampamento que começou no domingo, como medida preventiva a um possível retorno da reitora Anna Cintra ao prédio. De acordo com o estudante de Ciências Sociais Bruno Bortoletto, de 24 anos, o evento é mais uma forma de protesto dentro do movimento. "É uma ato simbólico para a ocupação desse espaço e também uma confraternização para nos mantermos mobilizados."

'Abertos ao diálogo'

No final da tarde desta terça, os alunos publicaram nas redes sociais uma carta direcionada à professora Anna Cintra. No documento, eles apontam algumas situações em que a atual reitora foi chamada para conversar com o movimento grevista, mas se esquivou. Os alunos mencionam, por exemplo, a audiência pública realizada no Teatro Tuca em 21 de novembro e a reunião do Conselho Universitário (Consun) do dia 28, quando uma sessão extraordinária foi aberta com a esperança de que Anna pudesse chegar a tempo na universidade.

Diante desses e de outros fatos, os estudantes afirmam não reconhecer Anna Cintra como reitora da instituição, uma vez que "quando procurada para dialogar, ignorou os pedidos da comunidade, mantendo-se reclusa e em silêncio". Por fim, os jovens se colocam "abertos para o diálogo".

Mudança de câmpus

De acordo com alguns alunos, ao longo desta terça funcionários da universidade entraram na sala da reitoria e saíram carregando documentos com a autorização dos seguranças da instituição. Para os estudantes, este é um indício de que Anna Cintra pretende instalar a sua reitoria em algum outro câmpus, possivelmente onde a mobilização é menor. O local mais cotado para receber a reitoria é o prédio da Coordenadoria Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão, na Rua da Consolação, região central. "Lá ela encontra menos resistência, pois os alunos são pós-graduandos, mais velhos e não tão próximos da comunidade", diz o estudante de Jornalismo Stefano Wrobleski. "Se isso se confirmar, imagino que o movimento seguirá Anna Cintra e fará manifestações no câmpus em que ela estiver."

A possibilidade de transferência da reitoria do câmpus Perdizes para outro endereço já havia sido anunciada pelo Estado. Procurada pela reportagem, a Fundação São Paulo, mantenedora da PUC-SP, não confirmou a mudança, mas afirmou, por meio de nota, que a professora "Anna Cintra tem feito reuniões com o chefe de gabinete e com os pró-reitores para avaliar o cenário, documentos e demandas da universidade para tomar providências e decisões que o cargo lhe exige".

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