Alunos da PUC-SP ocupam a reitoria

Movimento estudantil pede diálogo e mais democracia, além de detalhes das finanças da instituição

Alexandre Bazzan, Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

17 Março 2015 | 21h07

Atualizada à 00h30 de 18/02

Estudantes da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em Perdizes, na zona oeste da capital paulista, ocuparam a reitoria da universidade na noite desta terça-feira, 17. O movimento reivindica maior diálogo com a direção e transparência sobre as finanças da instituição.

Os estudantes também querem a volta do subsídio no restaurante universitário, aumento do número de bolsas de estudo e esclarecimento sobre o corte do financiamento estudantil (Fies) em alguns cursos. “Vamos ficar até que haja uma menção da reitoria de abrir canal de diálogo, já que tentamos de tudo desde o início do ano com mobilizações, atos, assembleias e a gente não conseguiu que eles (representantes da reitoria e da Fundação São Paulo, mantenedora da PUC-SP) comparecessem em uma audiência pública sequer”, afirmou Bruno Matos, de 25 anos, estudante de Jornalismo que faz parte da Comissão de Comunicação da Reitoria Ocupada.

A ocupação tem o objetivo de pressionar a reitora Anna Cintra pela abertura de negociações. A decisão para ocupar a reitoria foi votada por cerca de 500 estudantes às 19h30, de acordo com o movimento. À meia-noite, cerca de 70 alunos permaneciam no local. 

Após dispensar 50 professores em dezembro, a PUC mandou embora em janeiro 35 funcionários técnico-administrativos – 2,5% do quadro. Além disso, os alunos denunciam corte de subsídios no restaurante – que passou de R$ 5,60 para R$ 10,30 –, fechamento de cursos e aumento do valor das mensalidades. 

O movimento quer informações sobre a crise financeira da instituição e possíveis dívidas. “A comunidade pede diálogo para que essa crise seja esclarecida e se interrompa o projeto de mercantilização do ensino na instituição, que aumenta cada vez mais os muros sociais dentro da universidade”, disse uma das alunas.

Questionada pela reportagem, a assessoria de imprensa da reitoria informou que já tinha conhecimento da ocupação, mas ainda não dispunha de detalhes para um posicionamento oficial. A reitora não estava no local.

Desligamento anterior. Quando ocorreram as últimas demissões, a universidade negou problemas. Entre 2005 e 2006, a PUC-SP viveu a mais grave crise financeira de sua história. Nesse período, desligou 30% dos professores e funcionários. /COLABOROU MÔNICA REOLOM

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