Carlos Lordelo/Estadão
Carlos Lordelo/Estadão

Alunos da PUC-SP arrancam arame farpado e o 'devolve' à reitora

De acordo com a reitoria, instalação visava à melhoria das condições de segurança da comunidade

Carlos Lordelo e Cristiane Nascimento, Especial para o Estadão.edu,

05 de fevereiro de 2013 | 09h53

Na noite desta segunda-feira, 4, os alunos da PUC-SP retiraram o arame farpado que havia sido instalado sobre um dos portões de acesso ao câmpus de Perdizes, zona oeste da capital. Em comunicado aberto à reitora Anna Cintra, os estudantes afirmam ter ficado "lisongeados" (sic) com a preocupação com a segurança da comunidade, mas alegam que não precisam desse tipo de proteção. Depois de arrancado, o arame foi colocado em frente à entrada principal da reitoria.

Ainda na carta aberta, os jovens pedem maior abertura para o diálogo: "Professora, faça jus à suas palavras ao menos uma vez e venha conversar antes de nos impor a violência. Diálogo é uma palavra que tem mais significado do que um simples endereço de email, como o que a senhora, tão dissimulada, criou no final do ano passado."

Procurada pela reportagem na manhã desta terça-feira, 5, a reitoria da universidade ainda não se manifestou. Em comunicado anterior, a gestão de Anna Cintra explicava a instalação do arame farpado como uma medida que estaria dentro de um contexto mais amplo, que visaria à melhoria das condições de segurança da comunidade.

Alunos que não reconhecem Anna Cintra como reitora legítima dizem. A professora foi nomeada para a reitoria apesar de ter ficado em terceiro e último lugar na eleição da qual participaram alunos, funcionários e docentes. A escolha do grão-chanceler da PUC-SP, o cardeal d. Odilo Scherer, revoltou parte da comunidade acadêmica, que fez greve no fim do último semestre letivo.

Na semana passada, a reitora discutiu a segurança no câmpus de Perdizes e no entorno com representantes da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar, além do subprefeito da Lapa e de membros dos Conselhos Comunitários de Segurança da Lapa e de Perdizes. Na pauta do encontro, a realização de festas na universidade ganhou destaque. Estudantes ouvidos pela reportagem dizem ser comum ver colegas pulando o portão da Rua Monte Alegre para entrar nas festas que terminam depois do horário de funcionamento da instituição.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.