Alunos acham prova da Fuvest mais difícil que a do ano passado

Três horas depois de entrar para a prova da primeira fase da Fuvest 2004, os estudantes começaram a deixar as salas da Escola Técnica Everardo Passos (Etep), no Jardim Esplanada, em São José dos Campos (SP), onde cerca de 1.800 candidatos fizeram os testes. Pelo comentário da maioria, foi "mais difícil que no ano passado".As opiniões divergiram quanto às disciplinas que mais exigiram do candidato. "Para mim, foi história e literatura", disse a candidata Graziela Biondi, de 17 anos. "Acho que não passei. Só se meu chute foi muito certo".Na direção contrária da maioria, a estudante Aline Valentin, de 18 anos, saiu confiante da prova. "Acho que estava bem simples", disse. Segundo ela, a vaga no curso de Direito da Faculdade São Francisco já está garantida.Seis escolasNo Vale do Paraíba a prova da primeira fase da Fuvest foi realizada por pouco mais de 4 milalunos em seis escolas de São José dos Campos. Na região, o curso mais procurado foi Medicina, opção de 526 inscritos. Na Escola Técnica Everardo Passos (Etep), os candidatos começaram a chegar três horas antes da prova.Sem esconder a ansiedade, eles olhavam no relógio, verificavam o nome na listapara saber a sala e tentavam disfarçar o nervosismo com água e salgadinhos. "Estudei até a última hora", disse a candidata ao curso de Medicina, Melissa Sanches Freitas. Aos 19 anos, essa foi a terceira vez que ela tentou conquistar uma vaga em uma faculdade pública. "Vou prestar até passar, pois sei que a cada ano estou melhor".Algumas confusõesNos seis lugares de prova, houve apenas algumas confusões com relação à sala e nome de candidato. A estudante Marina Lima, por exemplo, não conseguia encontrar a sala, pois seu nome estava digitado errado. Com a ajuda dos coordenadores, conseguiu descobrir a sala e realizar a prova. "Muitos não conseguem achar o nome na lista devido a tanta ansiedade. E alguns deixam mesmo pra última hora", avaliou um dos uxiliares da coordenação, Roberto Grechi.Cerca de 5 minutos antes do fechamento dos portões já não havia mais ninguém do lado de fora da escola. Mesmo assim, um dos coordenadores saiu na calçada para chamar a atenção de alguém que ainda não tivesse entrado. "Corre filho, corre senão você vai perder a prova", dizia o coordenador professor Moura Neto.Exatamente às 13 horas os portões foram fechados. Na Etep, dois alunos chegaram 15 minutos depois do fechamento dos portões. Victor Baroto, de 16 anos, ia prestar pela primeira vez como treineiro. Desceu do carro dos pais assustado e perguntou se o portão já estava fechado. "Mas não era à uma e meia?" Não era e o estudante foi embora. De acordo com a Polícia Militar a realização das provas nas seis escolas foi tranqüila, sem registro de qualquer ocorrência grave.

Agencia Estado,

30 de novembro de 2003 | 18h41

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