Aluna de escola ocupada em São Paulo faz prova da Fuvest

Candidata ao curso de Arquitetura, a estudante Júlia Falzoni, de 17 anos, revisou conteúdos dentro de colégio da zona oeste

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

30 Novembro 2015 | 03h00

Candidata da Fuvest, a aluna Júlia Falzoni, de 17 anos, teve uma semana corrida, mas não por causa da prova deste domingo. Aluna da Escola Antônio Alves Cruz, em Pinheiros, na zona oeste, ela faz parte do grupo de alunos que ocupou o colégio contra a reforma proposta pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB).

Apesar da correria na semana, foi possível rever conteúdos. “Tem uma praça na escola em que dava para estudar mais tranquila”, conta ela, que tenta vaga em Arquitetura. 

No sábado, foi organizada na Alves Cruz até revisão para a Fuvest, feita por professores voluntários. “Assisti às aulas de História, Química e Literatura, em que tinha mais dúvidas.” Ela passou todas as noites na ocupação, mas na véspera da prova decidiu ir para a casa. “Precisava descansar um pouco”, afirma. 

Para Júlia, valeu a pena o esforço de dividir tempo entre o vestibular e o protesto. “É sensacional essa mobilização de todos pela educação. É até uma experiência para levar para a prova”, afirma. “Não me arrependi nem um pouco”, continua ela, que vai voltar à rotina da ocupação. 

As dificuldades no teste, diz, foram nos itens de Exatas, mas a adolescente está confiante com a nota. “Acho que vou para a segunda etapa.” 

Para evitar as ocupações, a Fuvest mudou dez locais de prova. A transferência foi de escolas estaduais para unidades da rede privada - três na capital, três na Grande São Paulo e três no interior. 

Segundo os organizadores, não houve problemas com os 6.128 inscritos que tiveram os locais de exame alterados. Esses estudantes foram avisados por e-mail, mensagens de texto e por telefone 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.