Aldo quer levar a plenário projeto de cotas em universidades

O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), pretende levar para discussão e votação, pelo plenário da Câmara, o projeto que trata de cotas nas universidades federais. A proposta, de caráter conclusivo, foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara nesta semana, mas poderá haver recurso para votação no plenário. "Seria aconselhável que houvesse, sem que isso significasse protelar a questão, uma resposta pelo Congresso e, portanto, também pelo plenário", disse Aldo, adiantando que vai levar a questão aos líderes partidários para que discutam o tema.No entendimento do presidente da Câmara, o País deve assumir que há desigualdade social e preconceito racial e enfrentar esse problema. "Não basta dizer que a cota não é o caminho. Ou a cota é o caminho e nós vamos votar e aprovar as cotas, ou a Câmara indique outro caminho, porque nós temos essa dívida para com a população que é vítima do preconceito e da desigualdade. Tapar o sol com a peneira não adianta. Nós temos de decidir isso com maturidade e com tranqüilidade", afirmou.Segundo Aldo, a Casa deverá discutir o tema levando em conta, além do projeto de cotas aprovado na CCJ, o Estatuto da Desigualdade Social e a proposta do Executivo. "Nós não podemos nos comportar diante dessa situação nem com a omissão, nem com o silêncio nem com a precipitação. Devemos decidir com maturidade. A situação está posta. Nós precisamos dar uma resposta aos nossos irmãos e nossas irmãs que são alvo ou do preconceito,ou vivem em uma situação de desigualdade pela sua condição racial ou social", avaliou Aldo. "Qual é a resposta? Eu acho que tem que ser um exame tranqüilo e maduro. O que eu pergunto é se essa resposta é a política de cotas. E a Câmara tem de se pronunciar, dizendo se é a política de cotas ou outra política que enfrente a questão", afirmou.O projeto aprovado na CCJ estabelece que 50% das vagas nas universidades federais deverão ser destinadas a alunos que cursaram todo o ensino médio na rede pública. Parte dessas vagas, segundo o projeto, deve ser destinada para negros e índios de acordo com a proporção da população medida pelo IBGE.

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