Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Alckmin sinaliza que vai voltar a servir carne na merenda escolar

Suspensão temporária preocupou governo federal porque poderia gerar efeito cascata nos demais Estados e agravar a crise decorrente da Operação Carne Fraca

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

21 Março 2017 | 08h17

BRASÍLIA - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), sinalizou ao Palácio do Planalto que vai rever a decisão da Secretaria de Educação do Estado que anunciou, na manhã desta segunda-feira, 20, a suspensão temporária da utilização de carne na merenda das escolas paulistas.

A medida preocupou o governo federal porque poderia gerar um efeito em cascata nos demais Estados e agravar ainda mais os problemas já enfrentados com o mercado em geral, por causa da Operação Carne Fraca, que detectou fraude na liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos no País.

Ao tomar conhecimento da medida, tanto o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) quanto o Planalto entraram em ação para tentar reverter o quadro. O governo federal teme também que esta suspensão possa ter um efeito ainda mais negativo no mercado externo, onde o Brasil luta para reverter os embargos já anunciados.

Uma medida como essa no mercado interno reforça o discurso lá fora contra o produto brasileiro.

A suspensão temporária foi anunciada por meio de uma circular expedida pela Diretoria de Alimentação e Assistência ao Aluno da Secretaria de Educação de São Paulo às direções das escolas de São Paulo.

A decisão se referia ao consumo de carne bovina, salsicha e peito de frango nos colégios. Os produtos seriam substituídos por outros, como ovos, sardinha, verdura e carne suína.

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