Alckmin nomeia Zago como novo reitor da USP

Candidato foi o mais votado na assembleia eleitoral da universidade

O Estado de S. Paulo,

26 Dezembro 2013 | 16h52

Marco Antonio Zago foi escolhido nesta quinta-feira, 26, o novo reitor da Universidade de São Paulo (USP) pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Zago deve assumir o cargo no dia 25 de janeiro, quando o atual reitor, João Grandino Rodas, deixa o posto. O vice-reitor será o pró-reitor licenciado de Pós-Graduação, Vahan Agopyan.

Zago é pró-reitor de Pesquisa licenciado da instituição e se afastou do cargo para disputar as eleições para a reitoria. Ele tem graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. Lá, fez mestrado e doutorado em clínica médica. Membro da Academia Brasileira de Ciências, presidiu o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), de 2007 a 2010.

Embora tenha integrado a atual gestão, hoje ele faz oposição ao reitor João Grandino Rodas e chegou a obter o apoio de um dos rivais na disputa, José Roberto Cardoso, diretor da Poli licenciado, o menos votado na consulta e que não chegou a compor a lista tríplice enviada ao governador.

Zago disputava o cargo com Hélio Nogueira da Cruz, vice-reitor licenciado da atual administração - o segundo colocado na eleição - e Wanderley Messias da Costa, superintendente de Relações Institucionais licenciado. Costa era o candidato apoiado por Rodas.

 

Alckmin anunciou a decisão às 16h57 por meio de sua conta na rede social Twitter : "Acabo de nomear o professor Marco Antonio Zago para a função de reitor da nossa USP. Desejo a ele um bom trabalho em benefício da comunidade acadêmica e de nosso Estado."

Em campanha, Zago defendeu que a USP seja "um instrumento para mudança da sociedade". Veja abaixo algumas declarações que ele deu durante debate promovido na TV Estadão:

BÔNUS À ESCOLA PÚBLICA

"A USP precisa fazer mais. Isso porque, além de centro produtor de conhecimento e de formação, a USP tem de ser instrumento de mudança da sociedade. Quando consideramos apenas o vestibular, o sistema não seleciona os maiores talentos da sociedade, mas os mais bem treinados. A inclusão de bônus foi uma solução intermediária razoável, que permitiu aumento da inclusão, mas não é uma discussão encerrada. Precisa prosseguir. Existem alternativas que nos permitiriam aumentar a inclusão social e racial sem cair na questão maniqueísta de cotas, que divide as opiniões na USP.

EXPANSÃO X EXCELÊNCIA

"Entendo que a USP está muito grande e precisamos tratar o crescimento com cautela. Também achamos que a resposta da USP aos R$ 4,5 bilhões que a sociedade paulista coloca por ano não é suficientemente vigorosa. A sociedade espera mais da USP. Particularmente na formação de alunos de graduação em cursos que tenham relevância para a sociedade. Mais que isso. A evasão dos cursos de graduação é de 25%. Se focarmos na qualidade e reduzirmos a evasão podemos entregar à sociedade formados 2 mil alunos a mais. Há outros aspectos: inovação, transferência de conhecimento, interação com setor produtivo, tudo isso é uma missão que apenas a USP pode fazer."

RELAÇÃO COM A CIDADE

"Também entendo que a contribuição da USP deve passar pelos museus e a abertura do câmpus. Mas vai além disso. Nós temos uma competência invejável em qualquer área do conhecimento técnico e científico, que deve ser colocada à disposição da sociedade, da cidade e Estado. E por isso todos os aspectos da pesquisa científica e tecnológica têm de ter um link com a sociedade. Um exemplo disso foram os núcleos de apoio à pesquisa, com integração multidisciplinar em favor de um tema de interesse da sociedade. Passa pela questão da educação, onde a USP tem contribuição pequena, principalmente a educação secundária. Passa pela divulgação científica também. Deve haver forte programa de divulgação científica, maior do que o existente hoje."

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