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Alckmin nomeia Sandro Valentini como novo reitor da Unesp

Candidato foi o mais votado na assembleia eleitoral da universidade

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

29 Novembro 2016 | 10h54

SÃO PAULO - Sandro Roberto Valentini foi escolhido nesta terça-feira, 29, o novo reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Ele assume o cargo em 16 de janeiro, quando o atual reitor, Julio  Cezar Durigan, deixa o posto. O vice-reitor será Sergio Roberto Nobre.

Os nomes de Valentini e Nobre lideraram a lista tríplice encaminhada pela Unesp ao governador após resultado de consulta à comunidade universitária, feita nos dias 24 a 26 de outubro. A chapa 'Unesp Inovadora, sustentável e participativa: renovação com planejamento" recebeu 57,6% dos votos válidos, aplicada a proporcionalidade de 70%, 15% e 15%, respectivamente, para docentes, alunos e servidores técnicos-administrativos.

Valentini é formado em Farmácia-Bioquímica pela Unesp e foi diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, no câmpus de Araraquara. Ele já atuou como presidente do Fórum de Diretores da Unesp e foi integrante do Conselho Universitário.

Nobre é diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas, no câmpus de Rio Claro. Foi presidente da Sociedade Brasileira de História da Matemática e da Comissão de Custeio da Unesp. 

Crise. A Unesp vive uma grave crise financeira. Com a queda de receita no Estado de São Paulo, a universidade teve neste ano uma redução em sua principal fonte de receita -  as três universidades paulistas recebem uma cota fixa de 9,57% da receita do Estado com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo com a maior queda de arrecadação neste ano.

Além disso, o gasto da Unesp apenas com os salários de professores e técnicos já superou toda a receita vinda do Estado. Até novembro deste ano, o gasto com a folha de pagamentos representava 103,99% do repasse recebido pela universidade. O atual reitor da Unesp anunciou no início deste ano que, com a queda de repasse, iria "preservar as atividades essenciais da universidade”.

A instituição adotou um contingenciamento de R$ 32,6 milhões nos programas de desenvolvimento institucional e reformas previstas em obras para novos cursos.

 

 

 

 

 

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