Alckmin envia projeto de universidade a distância à Assembleia

Proposta, antecipada pelo 'Estadão.edu', dá autonomia para a Univesp criar cursos

Estadão.edu,

18 Abril 2012 | 15h42

O governador Geraldo Alckmin assinou na manhã desta quarta-feira, 18, o projeto de lei que cria a Fundação Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). A nova instituição de ensino nasce com o objetivo de acelerar a formação de professores e ampliar a oferta de cursos de graduação a distância. A proposta segue agora para análise da Assembleia Legislativa.

 

Se o projeto for aprovado pelos deputados, a Univesp deixará de ser um programa para ganhar autonomia e orçamento próprio. Deve começar a operar já em 2013, desde que consiga credenciamento do Conselho Estadual de Educação e do Ministério da Educação.

 

Nos primeiros anos serão promovidos cursos de licenciatura em Língua Portuguesa, Matemática e Ciências; bacharelados em Engenharia de Computação, Engenharia de Produção, Sistemas para Comércio Eletrônico, Segurança da Informação e tecnológico em Processos Gerenciais; e as especializações em Formação de Educadores para Linguagem Brasileira de Sinais e Formação de Professores de Engenharia.

 

A ideia do governo de dar autonomia à Univesp foi revelada em 27 de fevereiro pelo Estadão.edu. A fundação será vinculada à Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia.

 

"Com a Univesp, será possível atender quem mais precisa usando novas tecnologias nas mais variadas áreas de ensino. Temos agora um instituto novo com baixo custo e muita qualidade", afirmou Alckmin, na cerimônia de assinatura.

 

Além dos cursos próprios, a Univesp continuará realizando parcerias com as universidades estaduais paulistas – USP, Unesp e Unicamp - e o Centro Paula Souza. A meta é atingir, em quatro anos, a marca de 24 mil alunos, dos quais 12 mil próprios e 12 mil em cursos conveniados.

 

Em fevereiro, o coordenador da Univesp, Carlos Vogt, disse ao Estadão.edu que a ideia é montar uma estrutura enxuta, com quadro permanente de 40 professores, dos quais 35 doutores e 5 titulares. E um corpo de funcionários técnicos e administrativos de “no máximo” 95 pessoas – neste grupo estão incluídos os tutores, responsáveis por acompanhar os alunos no desenvolvimento das atividades.

 

A equipe ganhará reforços de acordo com a necessidade de preparar cursos e disciplinas. “Contrataremos (professores) por tempo determinado, para cumprir essas tarefas”, afirmou Vogt. Os cursos seguirão o modelo atual, com aulas a distância e encontros presenciais pelo menos uma vez por semana.

 

Greve

 

O programa Univesp foi lançado em 2008. Na época, o projeto entrou na pauta da greve de professores e servidores das universidades paulistas. Eles veem na iniciativa o esvaziamento da autonomia universitária e o comprometimento da excelência do ensino superior público.

 

Atualmente, a Univesp tem turmas de duas licenciaturas (em Ciências, em parceria com a USP; e em Pedagogia, com a Unesp) e de duas especializações (em Ética, Valores e Saúde na Escola; e em Ética, Valores e Cidadania na Escola, ambas em convênio com a USP). Também já ofereceu cursos de inglês e espanhol, com 8 meses de duração, a alunos das escolas técnicas e faculdades de tecnologia do Estado (Etecs e Fatecs).

 

Os cursos de graduação e pós são semipresenciais, ou seja, têm atividades online e encontros presenciais (que somam de 35% a 60% da carga horária total). Os alunos também assistem a programas produzidos pela Fundação Padre Anchieta e veiculados no canal digital 2.2, da TV Cultura. A seleção dos estudantes é feita pelas universidades, que formulam o conteúdo das disciplinas e emitem os diplomas.

 

* Atualizada às 16h30

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