Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Alckmin diz que protestos de alunos são 'exacerbação política'

Atos nos últimos três dias na capital foram reprimidos pela Polícia Militar com bombas e spray de pimenta e tiveram oito detidos

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

02 Dezembro 2015 | 14h56

SÃO PAULO  - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) voltou a afirmar nesta quarta-feira, 2, que os protestos de alunos contra a reorganização escolar e o fechamento de 93 escolas têm motivação política. Ele também defendeu a medida e disse que ela visa melhorar a qualidade da educação paulista. 

Nos últimos três dias, protestos de estudantes que bloquearam importantes vias de São Paulo foram reprimidas pela Polícia Militar, com o uso de bombas de efeito moral e sprauy de pimenta. Apenas na noite de terça-feira, 1, e na manhã desta quarta, oito pessoas foram detidas, sendo quatro apreensões de menores de idade. "Não é razoável a obstrução de via pública, é nítido que há uma ação política no movimento. Ainda mais na Avenida Doutor Arnaldo (onde ocorreu o protesto na manhã de quarta), que tem o Instituto do Câncer que recebe mais de mil pacientes por dia", disse. 

Alckmin disse ainda que, assim como a Secretaria da Educação do Estado, a polícia tem dialogado com os manifestantes. "A polícia tem solicitado a eles, sendo que uma boa parte não são nem alunos da rede estadual, para que não fechem as avenidas. A polícia pede para sair, dialoga e aguarda a saída. Agora, há uma clara exacerbação de natureza política", disse. 

Durante o protesto na Avenida 9 de Julho, na região central, na noite de terça, uma viatura descaracterizada da Polícia Civil teria tentado passar pela manifestação e houve registro de confusão. Estudantes disseram que um policial sacou uma arma diante do protesto.  Alckmin disse que é "normal" que haja policiais sem farda durante protestos. "É normal, sempre tem Polícia Civil e Polícia Militar", disse. 

Abusos. O ouvidor das Polícias do Estado de São Paulo, Julio Cesar Fernandes Neves, solicitou na terça-feira  que ações da PM em duas escolas ocupadas sejam investigados pela Corregedoria da PM e pelo Ministério Público.  Em um dos casos, na Escola Estadual Coronel Sampaio, em Osasco, policiais militares jogaram bombas nos estudantes, "mas não impediram que invasores ateassem fogo no colégio", segundo o ouvidor.

Outro caso, na Escola Estadual Maria Jose, na Bela Vista, região central da cidade, policias militares entraram em confronto com estudantes, "agredindo um deles no peito e derrubando-o no chão". "Na sequência, fecharam a porta, tudo isso visto em video que esta nas redes sociais", argumenta o ouvidor. 

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