DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
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Alckmin defende corte de salário para professores em greve

'Se (o professor) dá aula, tem frequência; se não dá aula, não tem'; governador disse ainda que paralisação 'não tem muito sentido'

Felipe Resk e Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

06 Maio 2015 | 16h25


SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu o corte de salário aplicado aos professores da rede estadual de São Paulo que aderiram à greve. De braços cruzados há 54 dias, os docentes tiveram o primeiro corte no holerite neste mês. Parte desses professores foi surpreendida ao receber uma quantia inferior a um salário mínimo. O piso da categoria para 40 horas é de R$ 2,4 mil.

Uma audiência no Tribunal de Justiça entre o governo estadual e o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o maior da categoria,  está marcada para esta quinta-feira, 6. Alckmin, no entanto, descartou a possibilidade de rever o corte de ponto.

"Governo não faz o que quer, não tem essa liberalidade. Se (o professor) dá aula, tem frequência; se não dá aula, não tem frequência. Como vai dar frequência para quem não dá aula? Isso é prevaricação", afirmou o governador na manhã desta quarta-feira, 6, durante um evento no Palácio dos Bandeirantes.

Alckmin também voltou a afirmar que a greve dos professores "não tem muito sentido" e que "não tem adesão dos professores". Segundo ele, a categoria já recebeu aumento salarial de 45% nos últimos quatro anos, que representaria 21% de ganho real. O último foi em julho de 2014. "Não tem como dar reajuste de oito em oito meses." A Apeoesp reivindica aumento de 75,33% para equiparação salarial a outras categorias com ensino superior.

Os professores em greve farão novo ato na sexta-feira, 8, no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Na ocasião, eles deverão votar a continuidade da greve e seguir em passeata até a Praça da República.

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