Ainda são poucos os títulos de livros digitais disponíveis no País

Transferir o texto para um e-reader é diferente de transferir para o iPad

Lais Catassini, Jornal da Tarde

04 Abril 2011 | 18h31

São poucos os livros em português já disponíveis em plataformas eletrônicas. Isso se explica, em parte, porque transferir o texto para um leitor de livro digital (e-reader) é diferente de transferir para o iPad, segundo os editores. “E-readers pedem só texto no formato digital”, diz o diretor da Editora Contexto, Daniel Pinsky.

 

Ao transpor um livro infantil para o iPad, que permite animações e vídeos, o processo passa por “um alinhamento da interatividade disponível à história”, afirma o diretor da Editora Globo, Mauro Palermo. A editora já disponibilizou uma versão de Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato, para o iPad e, até o final do ano, planeja versões de um livro de Ziraldo e outro de Maurício de Souza. “Ainda não escolhemos quais”, conta Palermo.

 

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A diretora de tecnologia de educação da Editora Abril Educação, Ana Teresa Ralston, acredita que serão as escolas que incentivarão o uso de tablets para a leitura em casa. “Já há o interesse, mas ainda não houve boom. Quando as escolas começarem a aplicar o iPad em sala de aula, deve crescer”, afirma, explicando que as versões em iPad de livros infantis devem respeitar o conteúdo da história. “A demanda da ferramenta vem pelo conteúdo.” Ana Teresa acredita que, em todos os casos, a leitura orientada é fundamental.

 

A Abril Educação tem dois títulos infantis para iPad – A Ararinha do Bico Torto e Meus Dois Pais, ambos de Walcyr Carrasco – e lançará O Cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein.

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