Aids anula esforços pela educação em Moçambique

A aids matou 350 professores nos últimos cinco anos na província de Sofala, centro de Moçambique, dos quais 55 no primeiro semestre de 2004. Segundo Francisco Itai Meque, secretário de Educação na província, as conseqüências da pandemia se sobrepõem ao esforço de formação de novos professores.Ele disse que continuam intensos os trabalhos de recrutamento e formação de novos professores, assim como as campanhas de conscientização sobre o HIV e a aids, através da instalação de centros de aconselhamento em todas as escolas.Moçambique é dos países mais afetados pela aids e, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 13% da população com idade entre 13 e 49 anos está infectada. Em algumas províncias, o índice passa de 16%. Pelo menos 17% dos 80 mil professores, técnicos e trabalhadores em educação têm o HIV.

Agencia Estado,

25 de outubro de 2004 | 11h25

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