Andre Dusek/AE
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‘Agora prova é comparável ao longo do tempo’, diz ex-presidente do Inep

Entrevista com Reynaldo Fernandes, professor da USP e ex-presidente do Inep

Luciana Alvarez, O Estado de S. Paulo

19 Julho 2010 | 00h23

Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais quando esta última edição do Enem foi aplicada, o professor Reynaldo Fernandes elogia a evolução da prova.

 

No início, o Enem não tinha ranking, não era usado para entrar em universidades. As mudanças são positivas?

 

Sim. O Enem começou com 150 mil inscritos e foi crescendo até ter escala suficiente para dar resultados por escola. O ranking é consequência: a imprensa põe os mais altos na frente e o resultado vira ranking. Mas o ranking não veio de nenhuma mudança no Enem.

 

E o fato de ele ter virado um vestibular?

 

O Enem começou a ser usado pelas universidades por ele mesmo; foram as universidades que o adotaram. Os usos foram mudando porque ele cresceu e ganhou credibilidade. Mas a grande mudança do exame foi mesmo com o novo Enem.

 

Que vantagens têm o novo Enem?

 

O Enem foi sendo aprimorado: ganhou escala, robustez, e agora, com a Teoria de Resposta ao Item (TRI), é possível acompanhar as notas no tempo. Antes, não se podia comparar as edições. Daqui para frente vamos comparar pessoas que fizeram provas diferentes; o Enem poderá servir como prova de ingressantes no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), poderemos ver a evolução das escolas.

 

Em escolas de São Paulo, a proporção de alunos que fizeram o Enem foi baixa. Isso pode afetar os resultados?

 

Não vi os resultados, não sei quantos alunos de cada escola fizeram o Enem - e isso precisa ser estudado com calma. Mas já passei muito tempo analisando essas correlações. Sempre vai ter algum caso em que as mudanças afetam, mas em geral os resultados são muito robustos.

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