Oficina do Estudante
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‘Agora o importante é intensificar o treino’, diz diretor pedagógico

Faltando poucas semanas para o início dos vestibulares mais importantes, é preciso focar em uma espécie de polimento final

Entrevista com

Antunes Rafael, diretor pedagógico da Oficina do Estudante

Eduardo Geraque, especial para o Estado

18 Outubro 2018 | 03h00

SÃO PAULO - Os meses que antecedem o vestibular são marcados por angústia e, principalmente, dúvidas. As interrogações na cabeça do vestibulando giram desde a preparação para os exames em si até o futuro propriamente dito. Não é fácil imaginar que uma decisão entre o fim da adolescência e início da fase adulta vai ter de durar para sempre. Apesar de o estudante saber que terá outras chances, não é assim que ele pensa no primeiro vestibular para valer da sua vida estudantil. Do ponto de vista pragmático, de acordo com Antunes Rafael, coordenador pedagógico da Oficina do Estudante, o plano, faltando poucas semanas para o início dos vestibulares mais importantes do País, não deve ser outro. É preciso focar em uma espécie de polimento final.

Nesta reta final, qual é o melhor caminho? Mergulhar nas áreas que o aluno domina mais? Aprender conteúdos novos? Ou apenas relaxar e ler aquilo que dá mais prazer?

Quando faltam poucos meses para o vestibular, o aluno precisa intensificar o treinamento. O que tinha para ele aprender já foi aprendido. Não adianta avançar mais nisso. Quando falo sobre treinamento é principalmente treinar as provas. Refazer os vestibulares anteriores que o aluno mais almeja. Se quer USP, por exemplo, precisa treinar e estudar como é o vestibular da Fuvest. Ele precisa identificar quais as potencialidades que ainda pode desenvolver diante das características dos exames que treinou. Costumo usar a metáfora do atletismo. Está perto da linha de chegada, então, precisa ser feito como havia sido feito no treino. Só treinar em teoria, ou apenas lendo as provas, não dá. O importante é fazer as provas mais recentes de cada vestibular.

Fora da questão técnica, do conhecimento dos conteúdos exigidos nas provas, sempre existe uma grande preocupação com a questão emocional dos estudantes nesta fase da vida. Existe uma receita única para ser aplicada neste campo?

A questão mental varia bastante de aluno para aluno. Mas é importante cada um ter um conhecimento adequado daquilo que mais o ajuda a extravasar o estresse criado pelos estudos e a proximidade das provas. É preciso ter uma boa válvula de escape. Tem pessoas que preferem praticar esportes. Outras buscam técnicas de meditação e relaxamento. Tudo é importante, desde que realmente ajude a aliviar a tensão acumulada ao longo do ano.

Do ponto de vista mental, qual é a postura que o aluno deve ter antes de fazer uma prova que ele julgue bastante importante?

É muito importante evitar o sentimento de derrota. O negativismo. Pensar que será muito difícil e que não terá chance nenhuma naquele concurso é ruim do ponto de vista psicológico. Pelo contrário, todo mundo começa em condições semelhantes. Não tem jogo perdido antes da hora. Aquele sentimento de jogar a toalha deve ser substituído pelo da motivação. Por isso, analisar bem o exame que vai ser feito pode ajudar na hora de se superar.

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