Advogados da Uniban não oferecem proposta de conciliação no caso Geisy

Geisy Arruda foi a primeira a chegar à audiência de conciliação, em São Bernardo do Campo

Mariana Lenharo, Jornal da Tarde

01 Julho 2010 | 14h19

Geisy chegou ao Fórum acompanhada de seu advogado, Nehemias Domingos de Melo

 

 

A estudante Geisy Arruda chegou pouco antes das 10 horas ao Fórum de São Bernardo do Campo, no ABC, para a primeira audiência que decidirá sobre a indenização milionária que pede à Universidade Bandeirante (Uniban).

 

Ela afirmou que continua morando no mesmo lugar - em Diadema - e que sua vida continua a mesma. Afirmou, ainda, que "sofre muito" por ser apontada até hoje como "a meretriz da Uniban".

 

O advogado da universidade, Vicente Caccioni, mostrou-se confiante. "Vamos ganhar a ação."

 

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Conciliação

 

No início das atividades, o juiz Rodrigo Gorga Campos, da 9.ª Vara Cível, perguntou sobre a possibilidade de conciliação. A Uniban não apresentou proposta e o magistrado passou a ouvir Geisy Arruda.

 

Por cerca de uma hora, a ex-aluna do curso de Turismo contou detalhes do que ocorreu no dia 22 de outubro do ano passado, quando ela causou alvoroço e foi hostilizada nas dependências da universidade por estar trajando um vestido rosa.

 

O advogado da Uniban, Vicente Caccioni, questionou a estudante sobre os trabalhos que Geisy fez depois daquele dia, dando a entender que o fato de ela estar fazendo sucesso motiva o não pagamento da indenização.

 

Testemunhas

 

Foram convocadas 12 testemunhas. A estudante Paola Cristina Fernandes, colega de sala de Geisy, falou depois da ex-aluna. Segundo ela, a sindicância que a Uniban disse que instalaria para investigar o caso não puniu ninguém. Paola continua estudando Turismo, mas em outra unidade da instituição.

 

Em seguida, o juiz colheu o depoimento de um segurança da Uniban e, neste momento, quem fala é o professor da instituição que dava aula no momento em que ocorreu o episódio.

 

Ainda faltam prestar depoimento um coordenador da universidade e outros oito alunos. O juiz Gorga Campos não interrompeu a sessão para um intervalo e promete ouvir todas as testemunhas ainda nesta quinta-feira.

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