Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Advogado vai pedir nesta terça a libertação de alunos presos na USP

Felipe Vono afirmou que entrará na Justiça com um pedido de relaxamento de prisão em flagrante ou de liberdade provisória para os dois estudantes detidos durante reintegração de posse da reitoria

Bárbara Ferreira Santos e Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

12 Novembro 2013 | 12h50

SÃO PAULO - O advogado do Diretório Central dos Estudantes, Felipe Vono, que defende os dois jovens detidos após a reintegração de posse da reitoria da Universidade de São Paulo (USP), disse que entrará na Justiça ainda nesta terça-feira, 12, com um pedido de relaxamento de prisão em flagrante ou de liberdade provisória para os estudantes presos. 

Os alunos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da instituição João Vítor Gonzaga Campos, de 27 anos, e Inauê Taiguara Monteiro de Almeida, de 23 anos, foram presos pela Tropa de Choque da Polícia Militar durante a reintegração de posse da reitoria nesta terça. Eles foram levados ao 93º Distrito Policial (Jaguaré) e podem ser transferidos para a delegacia de trânsito. 

De acordo com a Polícia Civil, os dois devem ser indiciados por danos e furto ao patrimônio público, além de formação de quadrilha.

Para o advogado dos dois estudantes, as prisões foram "arbitrárias e a acusação de formação de quadrilha é um absurdo". Ele afirmou que os dois estudantes não participaram da ocupação do prédio. "A prisão foi absolutamente arbitrária. Os dois rapazes participavam de uma festa no Centro Acadêmico de Filosofia, no prédio do curso de Filosofia, quando ficaram sabendo da reintegração de posse e foram averiguar o que estava acontecendo. Eles foram presos quando desciam a rua paralela ao prédio da reitoria ocupado. Um deles levou um chute na canela de um policial no momento da prisão. Eles sequer estavam no edifício e estão sendo acusados por todos os danos e furtos eventualmente cometidos na reitoria. Como duas pessoas, sozinhas, sem provas, podem ser acusadas de formação de quadrilha?", disse Vono. 

O delegado titular do 93º DP, Celso Lahoz Garcia, disse que os manifestantes foram detidos durante tentativa de fuga do prédio. "A manutenção dos dois na prisão depende do Judiciário, mas nosso entendimento é de que houve graves prejuízos ao patrimônio público", afirma. Segundo ele, outros estudantes podem ser detidos por envolvimento nos supostos furtos e depredações.

Em sua página oficial no Facebook, o DCE da universidade informou sobre a mudança no local da manifestação desta terça-feira. O grupo de alunos se concentrará, a partir das 16h, na frente do 93º Distrito Policial (Jaguaré), onde os dois estudantes estão detidos. O ato havia sido marcado na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista.

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