João Paulo Santos/Estadão
Alana, de 16 anos, mora em Terra Boa, no Paraná, e parou de estudar pela dificuldade em aprender por meio de videoaulas e ter apenas um celular de baixa qualidade. João Paulo Santos/Estadão

Adolescentes e jovens abandonam estudos na pandemia

Dificuldade para acompanhar aulas remotas, por falta de computador e internet, está entre os motivos; conheça histórias de ex-estudantes

Ludimila Honorato, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2020 | 11h00

Alana tem 16 anos e mora em Terra Boa, no Paraná. Ela parou de estudar pela dificuldade em aprender por meio de videoaulas e ter apenas um celular de baixa qualidade. Na cidade de São Paulo, Maysla, de 19 anos, e Gabriel, de 20, interromperam o cursinho pré-vestibular: ela pelo mesmo problema de acesso e aprendizagem, ele porque teve de se dedicar mais ao trabalho e ajudar nos cuidados do pai, que foi diagnosticado com câncer. Ainda no município, os irmãos João, de 14 anos, e Marina, de 15, tinham de dividir um notebook antigo e o celular da mãe, mas não conseguiram mais acompanhar as aulas online e a família resolveu que eles dariam um tempo nos estudos.

Embora as realidades sejam distintas, os problemas se convergem no ponto em que a pandemia do novo coronavírus fez com que escolas fossem fechadas e o fluxo de ensino-aprendizagem passasse para o ambiente online. Para essas pessoas, dar uma pausa nos estudos foi mais uma questão de prioridades do momento e menos de desistência. Não é fracasso, não é falta de vontade. O que falta mesmo é oportunidade de acesso e condições adequadas de estrutura e saúde para seguir em frente.

Alguns dados do Unicef ajudam a entender o cenário:

  • Em todo o Brasil, cerca de 44 milhões de crianças e adolescentes tiveram de deixar as salas de aula devido à pandemia do novo coronavírus.
  • Dos que estavam matriculados antes da pandemia, 4 milhões não conseguiram continuar as atividades em casa, ficando excluídos da escola.
  • Estima-se que pelo menos 4,8 milhões de crianças e adolescentes em todo o Brasil não têm acesso à internet em casa, enquanto outros milhões têm acesso precário ou falta de equipamento.

Já uma pesquisa do Datafolha encomendada pela Fundação Lemann, Itaú Social e Imaginable Futures investigou como tem sido o cotidiano de estudos em casa de alunos das redes pública municipal e estadual em todo o Brasil. A situação preocupa, e também serve de alerta para passos urgentes sobre o assunto, tendo em vista que as aulas presenciais ainda não foram retomadas e não há uma determinação nacional sua volta.

  • O percentual de alunos desmotivados, de acordo com a percepção de pais ou responsáveis, passou de 46% em maio para 51% em julho.
  • Com o tempo, mais estudantes passaram a ter dificuldades na rotina estudantil, passando de 58% para 67% no mesmo período.
  • Além disso, aumentou de 31% para 38% o percentual estudantes cujos pais e responsáveis temem que os estudantes desistam da escola.

Por trás desses números, estão as histórias de Alana, Maysla, Gabriel, João e Marina, que o Estadão conta a seguir.

Alana, 16 anos

Antes da pandemia, tudo ia bem. O entendimento das matérias era bom e as notas, perfeitas. Uma boa aluna. Vontade, dedicação e motivo não faltavam, afinal, Alana Vitória Conceição Ferreira, de 16 anos, já tinha perdido mais ou menos dois anos de estudo quando praticamente foi casada com um rapaz que não a deixava estudar. Ela integra os 6,4 milhões de meninas e meninos que, antes da crise de saúde, já estavam com dois ou mais anos de atraso escolar, com risco de não conseguir mais voltar, segundo o Unicef.

Em busca de resgatar o tempo perdido, se matriculou em um curso supletivo para terminar os últimos anos do ensino fundamental e seguir para o médio. Foi então que vieram a crise de saúde global, as aulas online, a dificuldade de aprender, um celular ruim e a desmotivação. "Eu parei de estudar porque, para mim, não compensava. Não tem como conseguir estudar direito numa videochamada, a gente não consegue entender nada. Porque quando é em sala de aula, a gente tem ajuda do professor e na aula online não tem como. No caso da minha escola, é só aula no YouTube", relata a jovem, que mora em Terra Boa, município no Paraná, com cerca de 17 mil habitantes.

Faz cerca de um mês que ela não acompanha mais as aulas. Quando ocorreu a transição do presencial para o virtual, a escola ofereceu algumas possibilidades: criou um grupo em aplicativo de mensagem para enviar as atividades aos estudantes, disponibilizou um app para as aulas online e deixou o espaço físico aberto para que os alunos sem acesso à internet pudessem ir buscar o material didático impresso.

Apesar dos esforços, Alana encontrou barreiras. "Eu não conseguia realizar as atividades por não ter as devidas explicações. Quando começou o negócio do aplicativo, tinha um celular, mas não conseguia mexer direito nele e fiquei mais de duas semanas para instalar o app. Tive de ir na escola, mas depois meu celular quebrou e fiquei mais um tempo sem fazer atividades. Aí não instalei de novo", conta. Segundo ela, até quando conseguiu acompanhar as atividades por um tempo, o grupo de mensagens não tinha professores para sanar dúvidas.

O aparelho móvel é o único equipamento que poderia ajudá-la com o estudo, mas a baixa qualidade impediu o prosseguimento das aulas. A mãe da jovem, Cristiane Conceição de Azevedo Ferreira, de 45 anos, está desempregada e se entristece pela situação da filha. "Eu ficava do lado dela, escutava as aulas, mas o duro é entender tudo aquilo", diz. "Para ela, fez muita falta o tempo que parou de estudar, mas graças a Deus ela voltou, fez supletivo, mas estava aprendendo muito pouco nas aulas online, não consegue adquirir os conhecimentos necessários."

Alana diz que fica decepcionada e sem saber como será o próprio futuro. "É meio complicado. Hoje para você arrumar um serviço, você precisa do estudo. Sem estudo, não consegue e por causa da pandemia piorou. Não dá só ter força de vontade. Eu moro com minha mãe, meu pai faleceu, e ela sempre me deu força para estudar, mas agora como eu vou estudar? Mas, sim, pretendo voltar."

Gabriel, 20 anos

Depois de terminar o ensino médio, em 2017, Gabriel Nunes não sabia muito bem o que fazer para dar seguimento aos estudos. Há tempos ele vinha trabalhando no negócio da família, um pet shop que fica no Jardim Keralux, zona leste da capital paulista. No ano passado, por incentivo de uma vizinha, se inscreveu para o processo seletivo do Cursinho Popular da EACH/USP, que prepara jovens para o vestibular. Gabriel confessa que não botou muita fé em si, mas apostou porque o curso era gratuito e "não custava nada tentar".

Pego de surpresa, ele se viu na lista dos aprovados. "Comecei a fazer à noite e Deus abençoou que estava dando certo. Gostei do material de estudo, do pessoal... Eu trabalhava, minha vida era corrida, mas saía mais cedo e conseguia estudar. Toda dificuldade do estudo era o serviço", conta Gabriel.

Com a pandemia, no entanto, a transferência das aulas presenciais para o online dificultou dar seguimento aos estudos, até mesmo porque o entorno dele não estava propício. O trabalho estava exigindo mais horas para o atendimento da demanda e o pai, já de idade, foi diagnosticado com câncer de próstata. "Todo dia a gente estava em médico e isso atrasou bastante. Por conta da pandemia, ficou quase impossível fazer online, então larguei. Mas nem saí dos grupos, sempre que dá, tento ver alguma coisa, mas é quase impossível acompanhar. Não acompanhei nenhuma vez uma aula online, de sentar e estudar, por exemplo."

Apesar da tristeza e de saber o quanto é complicado para o futuro ficar sem estudar, ele acabou se conformando no momento. Sentindo-se ainda despreparado, resolveu descartar a prova do Enem esse ano. Quando as aulas voltarem a ser presenciais, Gabriel afirma que estará lá para seguir em frente. É uma promessa.

Maysla, 19 anos

O objetivo para 2020 era fazer o cursinho preparatório da USP, a prova do Enem, o vestibular e, no ano seguinte, entrar para a faculdade, Psicologia ou Design de Interiores. Havia um roteiro e o sonho parecia logo ali, mas teve uma pandemia no meio do caminho. "Tive dificuldade para estudar sozinha, sempre tive, e não tenho muito acesso, não tenho computador. As aulas online começaram em março, conseguia fazer algumas atividades pelo celular, mas agora ele está quebrado e só algumas vezes consegui entregar atividades", conta Maysla dos Anjos Araújo, que mora em Artur Alvim, zona leste de São Paulo.

A equipe do cursinho fez um esforço para que ela permanecesse estudando, entraram em contato para entender a situação, mas "não dava para ir adiante". Sem o convívio presencial com professores para sanar dúvidas, a dificuldade para aprender tornou-se mais forte na distância. "Pela primeira vez, estava conseguindo aprender alguma coisa, mas no online não estava conseguindo acompanhar", diz a jovem, que sempre estudou em escola público e teve o último ano do ensino médio com ausências constantes de professores na sala de aula. "Também não aprendia muito."

Maysla mora com os dois irmãos mais velhos, que trabalham fora, e a mãe, que faz bico com serviços de faxina. "Não está sendo bom, tem aquela ansiedade de ficar só em casa, mas tem de passar por tudo isso. É ruim deixar para depois, não gosto porque tenho 19 anos e mesmo que ainda tenha tempo, tem a questão de começar a fazer tudo cedo. Não gosto", afirma.

Com os sonhos em mente, a jovem pretende fazer o Enem para testar os conhecimentos que tem. O objetivo mais urgente, no entanto, é conseguir um emprego para ajudar em casa. "Por agora estou só enviando currículo." Depois, com renda própria, quer voltar a fazer cursinho "e quem sabe entrar na faculdade".

João, 14 anos, e Marina, 15 anos

Quem fala pelos adolescentes é a mãe deles, a técnica de enfermagem Raquel Bueno dos Anjos, de 35 anos, que deixou o emprego em junho para dar conta de cuidar dos três filhos - o caçula, Vitor, tem 2 anos. O menino mais velho está no 7º ano do fundamental em uma escola municipal de São Paulo enquanto a menina cursa o primeiro ano do ensino médio em uma instituição estadual. "Nenhum dos dois está fazendo aula online, desde a quarta fase de atividades. A cada fase, era um camalhaço de coisas para fazer, eu tenho um bebê em casa e junta com a internet péssima. Se eles já têm dificuldade na escola, imagina em casa", diz ela.

No trabalho, Raquel chegava a pegar plantões de 24h ou 36 horas, o que a deixava cansada e sobrecarregada, bem como as crianças, que não tinham muita ajuda com as lições. Mesmo depois de ficar mais tempo com as crianças, ela diz que não consegue instruir os filhos em disciplinas que não domina. Além disso, afirma que a quantidade de tarefas escolares aumentou bastante, mas a qualidade é baixa. "É só para ocupar o tempo deles."

A decisão de interromper o estudo dos filhos veio de uma prioridade: a saúde de Marina, que sofre com crises de ansiedade, faz acompanhamento com psiquiatra e toma remédios para sua condição. "Ela chorava o dia inteiro, eu ficava nervosa e virava uma bola de neve tudo aquilo." Todo o cenário de caos criado dentro da família por causa da pandemia, com o marido de Raquel tendo contraído o novo coronavírus, piorou o estado da menina. "Fui numa loja e comprei tintas. O que a está acalmando é pintar."

A saída do emprego diminuiu a renda familiar e foi por isso que o casal decidiu também reduzir o pacote de internet, o que tornou as aulas online mais difíceis. A qualidade da rede também não é lá essas coisas na região onde mora, no bairro Vila Industrial, zona leste da capital paulista. "O Zoom dificilmente carrega, cai toda hora. Tenho um notebook antigo e um celular que teria de servir para os dois mais velhos", diz a mãe.

Raquel tem certeza de que este é um ano perdido para a educação dos filhos e imagina que seria muito difícil fazer as crianças seguirem as medidas corretas de higiene e uso de máscara na escola. Por causa disso, com medo do novo coronavírus, ela não pretende enviar os filhos para as instituições de ensino caso as aulas voltem a ser presenciais.

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Dificuldades são contornadas com poucos privilégios e autodidatismo

No Nordeste, estudantes enfrentam falta de aparelhos e acesso à internet durante aulas remotas

Ludimila Honorato, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2020 | 11h00

No interior do Rio Grande do Norte, o jovem Johab Fidélix, de 19 anos, enfrenta sinal telefônico ruim e internet de má qualidade para conseguir estudar minimamente e concluir o terceiro ano do ensino médio. Quando raramente consegue acesso, a conexão é lenta e falha a cada minuto.

"Está sendo muito difícil participar das aulas online. Estou tentando me virar como posso com livros da escola daqui. Às vezes, vou na escola do fundamental, pego livros do oitavo, nono ano para revisar, utilizo os livros que recebi do terceiro ano. Quando dá, consigo assitir partes de videoaula no YouTube e por aí vou tentando para não ir tão mal no Enem", ele conta.

A escola onde estuda fica na cidade de Touros, a 21 quilômetros de onde mora, no distrito de Cana Brava. Em tempos pré-pandemia, Johab ia para a escola de ônibus. "Não é que eu parei de estudar, mas parei de tentar interagir com o pessoal da turma nas aulas online, porque quebrava muita a cabeça tentando achar internet que desse certo. Estou sendo autodidata."

Já na capital Teresina, no Piauí, a jovem Francisca Andreia da Costa Ferreira, de 17 anos, passou três dias sem acompanhar as aulas online logo que a escola deu início a esse modelo. Como estudar dessa forma se não havia internet em casa, na zona rural da cidade? O jeito foi acordar cedinho todos os dias para percorrer dois quilômetros a pé até a casa de um tio que disponibilizou a conexão. Pelo menos o percurso era bem menor do que os 50 quilômetros entre a casa dela e a escola, feito em mais de duas horas, contando com as paradas para buscar mais alunos.

"Quando entrou essa pandemia, estudar pelo celular complicou muito porque é uma modalidade nova, a gente não está acostumado a ter no dia a dia. Dentro de casa, teve de diminuir a carga horário das aulas remotas porque não estava dando certo estudar e fazer as coisas de casa. Na escola, a gente não tem interrupção de parente que chega e atrapalha você na hora que está estudando", relata a jovem, que está no último ano do ensino médio.

Depois de um tempo, a mãe de Francisca conseguiu instalar internet em casa, mas nem todos os problemas estavam resolvidos. "No início foi muito difícil, quase que a gente desiste, mas aí eu pensava que não podia desistir", diz. A escola também disponibilizou material impresso para quem não podia acompanhar pela internet. "Não está sendo fácil, até porque não estamos acostumados a isso dentro de casa, sozinha, sem auxílio de professores." 

Os docentes, por sua vez, adotam métodos diferentes de acordo com as ferramentas que possuem. Alguns conseguem dar aulas ao vivo; outros disponibilizam o conteúdo apenas em vídeos previamente gravados. Andreia planejava cursar Medicina, mas já está pensando em outra possibilidade porque acredita que, com as dificuldades que vem enfrentando, será difícil passar em um curso tão concorrido. "A cada dia os planos só mudam, é uma incerteza que a gente tem de não conseguir se programar."

Ainda no Nordeste do Brasil, o cearense Francisco Matheus Bezerra, de 18 anos, mora na cidade interiorana de Solonópole e reconhece os privilégios que tem em comparação a alguns colegas que não têm conseguido fazer aulas online. Ele tem à disposição um celular, um computador, internet de qualidade e um espaço privado para estudos, mas teve de lidar com outros desafios. 

Antes da pandemia, Francisco estudava no período da manhã, passava a tarde estudando e descansando e à noite fazia um turno de quatro horas de trabalho em uma farmácia. Com a chegada do novo coronavírus, alguns funcionários ficaram doentes e precisaram ser afastados, ao que o jovem aceitou dobrar o período de trabalho, primeiro de manhã e depois à noite.

"Não cheguei a parar totalmente, mas teve algumas semanas que estava difícil continuar por conta da grade curricular, que é extensa e acumulava por dois dias. Mas como a gente tem um prazo de 48 horas para fazer a devolutiva ao professor, eu tirava uma folga da farmácia e continuava", conta Francisco. Para ele, a desmotivação atinge todos os alunos, alguns mais, outros menos, e muitos abandonaram o estudo.

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Além dos estudantes, professores também encontram dificuldades

Docentes tiveram de iniciar modelo de aulas remotas sem dominar plataformas virtuais

Ludimila Honorato, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2020 | 11h00

Maria Julia Azevedo, gerente do programa Jovem de Futuro do Instituto Unibanco, comenta que os problemas na educação remota passam também pelos professores. Alguns tiveram de iniciar esse modelo de dar aulas online sem domínio das plataformas virtuais. Enquanto alguns conseguem oferecer conteúdo online, outros dispõem apenas do material gravado.

"A pandemia criou situação bastante desafiadora para os professores. O que a gente vê nos Estados é um porcentual pequeno de professores que tinham domínio do uso de tecnologias e tiveram de adotar com certa desenvoltura. Isso gerou desafio enorme e os professores tiveram um nível de dificuldade para conseguir sustentar a conexão com estudantes", diz Maria Julia. O programa que ela gere atua com as secretarias de Educação de seis Estados brasileiros:  Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo. 

Por enquanto, não há dado oficial sobre quantos estudantes deixaram de estudar durante a pandemia do novo coronavírus, mas há iniciativas para monitorar a situação. A gerente afirma que ao menos as secretarias de Educação desses Estados estão acompanhando os registros e olhando a história tanto dos estudantes que não estão conseguindo acessar o conteúdo quanto a interatividade com os professores.

Apesar das dificuldades, escolas e professores fazem um esforço para conseguir manter o aluno ativo. "O movimento das secretarias de Educação foi gerar conteúdo para interlocução com estudos, livro didático, abertura das escolas com possibilidade de uso de plataformas. Outra é gerar material impresso e conseguir chegar ao estudante sem internet, fazer chegar a possibilidade de interação entre professor e estudantes. O WhatsApp é um recurso muito utilizado no conjunto dos Estados, com custo barato", diz Maria Julia.

Outra alternativa adotada por algumas escolas é ir até a casa dos estudantes para entregar o material didático. "Acho que tem um conjunto de esforços. Todos os Estados estão investindo e muito preocupados com processo de evasão, com o caminho que estão vislumbrando de estudantes que vão desistir no meio do caminho", afirma a gerente do programa.

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