Adesões reforçam greve nas universidades paulistas

A greve das três universidades estaduais paulistas ganhou adesão. Os funcionários da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) também pararam, assim como a unidade de São José dos Campos da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Segundo o sindicato dos funcionários da USP, o Sindusp, também declararam greve os funcionários do Museu Paulista e da Faculdade de Odontologia.A assembléia dos servidores da reitoria da USP, na terça-feira, reuniu pelo menos 700 pessoas, segundo estimativa do sindicato. Aproximadamente 800 pessoas trabalham na reitoria. A assessoria de imprensa da reitoria informou que as atividades essenciais continuam, só que em outros locais, e que o prédio foi fechado com correntes e cadeados de madrugada."Tivemos apenas dois votos contrários à greve", disse o presidente do Sintusp, Magno de Carvalho. Segundo ele, as únicas pessoas que entraram na reitoria na terça foram os seguranças terceirizados. Ele ressaltou, porém, que ninguém foi impedido de entrar no prédio.Com a adesão da unidade de São José dos Campos da Unesp, estão paradas 15 unidades regulares da universidade - que tem outras oito. Também no interior, prossegue a mobilização dos professores e funcionários da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).Na tarde de terça, professores e funcionários foram à Assembléia Legislativa para uma audiência pública com o secretário da Fazenda, Eduardo Guardia. Segundo Américo Kerr, presidente da Associação dos Docentes da USP (Adusp), o secretário anunciou que o governo só poderia gastar 0,16% a mais com o salários das universidades, por causa do limite prudencial de 46,39%. Os professores das três universidades pedem 16% de aumento.

Agencia Estado,

02 de junho de 2004 | 09h56

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