Acordo nos EUA barra refrigerantes em escolas

Os maiores distribuidores de bebidas dos Estados Unidos concordaram em suspender praticamente todas as vendas de refrigerantes em escolas públicas - um passo para remover bebidas doces e calóricas das máquinas de venda e cantinas de todo o país.De acordo com o anúncio feito nesta quarta-feira pela Fundação William J. Clinton, as companhias também concordaram em vender apenas água, sucos sem adição de açúcares e leites com baixos índices de gordura em pré-escolas e escolas de ensino fundamental do país, informou Jay Carson, porta-voz do ex-presidente Bill Clinton. Somente refrigerantes diet poderão ser vendidos em escolas de nível médio. "Acho que ninguém deveria subestimar a influência deste acordo", disse Susan Neely, presidente e CEO da Associação Americana de Bebidas, que assinou o documento. "Acho que outras pessoas também vão seguir o acordo, porque faz sentido." O acordo deverá atingir cerca de 87% do mercado de bebidas em escolas, segundo ela. Gigantes como Coca-Cola Co. e PepsiCo Inc. concordaram com as mudanças. A Aliança por uma Geração mais Saudável - que reúne a Fundação de Clinton e a Associação Americana do Coração - ajudou a firmar o acordo, depois que docentes e legisladores se alarmaram com os últimos estudos sobre a obesidade infantil. Os refrigerantes têm sido um alvo particular dos que lutam contra este problema, por causa dos altos índices calóricos e grande popularidade entre as crianças. O acordo deve atingir cerca de 35 milhões de estudantes de escolas públicas. "Este é realmente o início de um esforço concentrado para combater a obesidade infantil no âmbito do sistema educacional", disse Robert H.Eckel, presidente da Associação do Coração, acrescentando que a aliança ainda pretende trabalhar para colocar alimentos mais saudáveis nas escolas.John Sicher, editor da revista Beverege Digest, que reúne dados sobre a indústria de bebidas, disse que o acordo não deverá ter impacto sobre o setor, que movimenta cerca de US$ 63 bilhões. "A venda dessas bebidas em escolas é apenas uma parte bem pequena deste volume", explicou, apoiando a nova medida. As escolas ainda poderão vender bebidas com menos de 10 calorias, assim como produtos considerados nutritivos, como sucos e tônicos esportivos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.