Acordo entre Conselho de Educação de SP e instituições quer melhorar qualidade do ensino técnico

Centro Paula Souza, Fundap e outras vão ajudar na emissão de pareceres técnicos para garantir a qualidade do ensino técnico paulista

Mariana Mandelli, O Estado de S.Paulo

18 Maio 2011 | 20h11

O Conselho Estadual de Educação (CEE) assinou nesta quarta-feira termo de cooperação com o Centro Paula Souza, a Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), com o objetivo de emitir pareceres técnicos para garantir a qualidade do ensino técnico paulista.

 

O CEE entende que, com o aumento da oferta desse tipo de ensino, a fiscalização deve ser, também, mais rigorosa, tanto em instituições públicas como em particulares. Os novos pareceristas devem atuar junto aos supervisores das diretorias de ensino para padronizar procedimentos e regras em todo o sistema.

O termo de cooperação está baseado na Deliberação 105/ 2011 do CEE, que afirma que um parecer técnico só pode ser emitido por instituições credenciadas para isso – caso, agora, do Senac, Senai, Centro Paula Souza e Fundap.

 

“Estamos pensando também na capacitação dos pareceristas e constituindo equipes para dar esses pareceres”, afirma Leda de Oliveira, da diretoria técnica de políticas sociais da Fundap.

Segundo o presidente do CEE, Hubert Alquéres, a ideia é também que a Fundap ajude a oferecer os especialistas que visitam unidades de ensino superior técnico.

 

Portal. No mesmo evento, o CEE lançou um novo site, que vai contar com banco de dados dos atos do conselho – incluindo pareceres, indicações e deliberações do órgão desde o ano de sua criação, em 1963. A reformulação do portal foi feita em parceria com o grupo de Informática Aplicada à Gestão Educacional (Iage) da Universidade Estadual paulista (Unesp).

 

Agora, a busca pode ser feita a partir da data, relator, assunto e palavras-chave dos 50 mil documentos digitalizados. A ideia é digitalizar mais 20 mil ainda este ano. “Toda a história do sistema paulista de ensino está aí”, afirmou Alquéres.

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