Acordo dobra oferta de bolsas para brasileiros nos EUA

Intercâmbio pode chegar a 3 mil estudantes, da graduação ao pós-doutorado, nos próximos anos

Lisandra Paraguassu / BRASÍLIA, O Estado de S. Paulo

21 Março 2011 | 11h37

O Brasil pretende dobrar o acesso de brasileiros a bolsas de estudo nos EUA com os acordos de educação assinados pelo chanceler Antonio Patriota e o embaixador americano no País, Thomas Shannon, na manhã de sábado, 19. A proposta prevê o aumento de bolsas de doutorado-sanduíche, além do intercâmbio de cientistas de alto nível.

 

De acordo com o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal para o Ensino Superior (Capes), Jorge Guimarães, o intercâmbio pode tranquilamente chegar a 3 mil estudantes, da graduação ao pós-doutorado, nos próximos anos.

 

Os acordos assinados incluem o aumento de bolsas de doutorado-sanduíche – em que o aluno faz apenas parte do curso fora e volta para concluir no Brasil – e também o intercâmbio de cientistas de alto nível.

 

“Hoje temos um programa em que cientistas de alto nível vêm ao Brasil para dar cursos, de períodos variados. Com esse acordo vamos ampliar isso, mas também enviar brasileiro para as instituições americanas. É uma forma de vender a imagem do Brasil e atrair investimentos para as pesquisas feitas aqui”, disse Jorge Guimarães.

 

Outro acordo foi assinado com a National Science Foundation, instituição americana de fomento à pesquisa e inovação, duas áreas cruciais para o Brasil. Nesse caso, a intenção também é aumentar o intercâmbio de estudantes e pesquisadores. Projetos terão que ser apresentados associando instituições americanas e brasileiras e as viagens e os custos serão bancados pela Fundação e pela Capes.

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