Acessibilidade é o maior problema das escolas municipais, diz Haddad

Secretário de Educação, Cesar Callegari, alegou que precisou priorizar outros processos mais urgentes quando assumiu a pasta

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

23 Outubro 2014 | 19h58

SÃO PAULO - O prefeito Fernando Haddad afirmou que a acessibilidade é o maior problema atual das escolas municipais em São Paulo. "Há escolas muito antigas que não passaram por reformas para torná-las acessíveis, mas o que as escolas municipais incluíram nos últimos anos é notável", afirmou o prefeito em visita a uma escola de ensino fundamental na zona leste, nesta quinta-feira, 22.

Conforme revelou o Estado, um inquérito do Ministério Público Estadual (MPE) apurou que um em cada cinco prédios de escolas da rede municipal de São Paulo precisa de reforma, principalmente para adequação de acessibilidade, mas também ampliação, cobertura de quadras e reparos.

Ao Estado, o secretário de Educação, Cesar Callegari, alegou que precisou priorizar outros processos, mais urgentes que a falta de acessibilidade, quando assumiu a pasta. "Recebemos literalmente um armário cheio de processos de uma série de problemas que as escolas vinham enfrentando e requeriam obras de médio e grande porte. Havia risco para as escolas. Acabamos dando prioridade, em termos de alocação de recursos orçamentários, a essas obras", disse.

Para tornar as escolas mais acessíveis, o prefeito Fernando Haddad afirmou que a administração tem recorrido às verbas do governo federal. "Muita criança com deficiência que estava fora da escola, hoje está na escola", disse. "Obviamente, há todo um processo de readequação dos equipamentos para esse fim."

Inclusão. Segundo a Secretaria Municipal de Educação (SME), o número de Auxiliares de Vida Escolar (AVEs) - que dão suporte aos alunos que não têm autonomia para higiene, alimentação e locomoção - aumentou cerca de 15%. Quando a atual gestão assumiu em 2013, eram 713. Hoje, são 821 profissionais. Crescimento semelhante também aconteceu com o número de estagiários, que passou de 1.882 no final do ano passado, para 2.148.

Ainda de acordo com a SME, o número de professores de Acompanhamento e Apoio à Inclusão (PAAI) cresceu 92% a partir de 2013, saltando de 52 para 100 profissionais, assim como as Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão, que aumentaram 25% no mesmo período. Eram 383 no início da gestão e hoje são 480.

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