A vizinhança nada conservadora da Uniban

Rua de universidade onde a estudante Geisy Arruda foi hostilizada tem até bar de lésbicas

Paulo Saldaña, Especial para o Estadão.edu,

24 Novembro 2009 | 00h35

Depois do caso de Geisy Arruda, a Uniban virou uma espécie de símbolo do conservadorismo. Mas o ambiente perto do câmpus da Avenida Rudge Ramos, São Bernardo, é igual a qualquer vizinhança de universidade: meia dúzia de bares, com mesas cheias. "Um deles é de lésbicas", diz uma estudante.   Opine:  Você concorda com a postura da Uniban no caso Geisy?   No tal bar, a menos de 100 metros do prédio onde Geisy foi hostilizada, garotas de mãos dadas ouvem rock ao vivo. Algumas trocam beijos. Nas vielas que desembocam num matagal, o "mangue", o cheiro de maconha se confunde com o da pipoca e do cachorro-quente vendidos na calçada.   Uma aluna de Design de interiores, que prefere não se identificar, acredita que, se a Uniban "selecionasse melhor", o episódio de outubro não teria ocorrido. "Não teria ela. Nem eles", diz, referindo-se a Geisy e seus algozes.

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