A internautas, Dilma defende segurança do Enem e sistema de cotas

Presidente respondeu durante uma hora a 20 perguntas feitas pelos internautas do Facebook

Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

15 Maio 2014 | 12h12

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff, respondeu, na manhã desta quinta-feira, 15, durante uma hora, a 20 perguntas feitas pelos internautas do Facebook sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Na conversa, falou que a cada ano tem melhorado a segurança das provas, defendeu as cotas raciais e avisou que qualquer inserção indevida, como a de um aluno colocou a receita de macarrão instantâneo Miojo, levará à anulação da prova e o aluno não poderá usar o Enem para acessar a universidade.

"O Enem está eliminando qualquer inserção indevida na prova de redação. Quem, na sua redação, incluiu, de acordo com o edital, "texto deliberadamente desconectado com o tema proposto" terá sua redação anulada e, portanto, não poderá utilizar o Enem para acessar a universidade", avisou a presidente, ao responder ao Mateus Melo. Sobre as provas de redação, a presidente disse ainda, ao responder a Maurício Benedicto, que "os corretores das provas de redação recebem um número limitado por dia" e que o governo tem tido "o cuidado de garantir aos corretores as melhores condições para que eles façam o seu trabalho de forma adequada".

Ao defender as cotas raciais nas universidades a presidente Dilma respondeu a pergunta de Raul Sousa se a existência de cotas raciais não era considerado racismo. Dilma disse que "não" e explicou que "as cotas raciais integram as ações afirmativas necessárias para que superemos as consequências de 300 anos de escravidão e do racismo dela decorrente". A presidente Dilma não respondeu, no entanto, a pergunta de Kim Pimentel, que questionava se ela considerava "realmente necessário" em um País como o Brasil "tão miscigenado", a existência de um sistema de cotas, porque ela não considerava justo.

Sobre o aumento da segurança nas provas, a presidente Dilma afirmou que "a cada ano, nós melhoramos o esquema de segurança relativo as provas do Enem". E emendou citando que "um amplo acordo" foi feito com todas as secretarias de segurança dos Estados no País, "ao mesmo tempo que as áreas de inteligência da Polícia Federal e das Forças Armadas dão amplo suporte a segurança do Enem". Dilma salientou ainda que "a Polícia Rodoviária Federal e as Polícias Rodoviárias Estaduais prestam apoio principalmente no transporte das provas".

Dilma atendeu a 20 perguntas dos internautas e não deixou de mandar beijos para eles.  A presidente fez questão de responder a Glaukus Magno, que encaminhou à presidente, uma pergunta de múltipla escolha sobre "quem foi que colocou filho de pobre na universidade? a) ditadura b) Collor c) FHC d) Lula e Dilma". Em seguida, Dilma entrou na brincadeira e respondeu que a pergunta era "é muito fácil".

Dilma ouviu elogios de vários internautas como Carlos Alberty Carauba dos Santos que parabenizou o governo "pela oportunidade que os filhos dos pobres tem de cursar uma faculdade através do Enem" e Crysman Dutra que defendeu a reeleição da presidente. "Vamos de Dilma de novo, meu caro amigo. O progresso não pode parar!". Sandoval Leão Damasio, apesar de defensor de Dilma, fez questão de criticar por não ter sua pergunta respondida. "Bom, não tive minha pergunta respondida e ela ainda virou lugar de debate. Deixa eu ir fazer campanha contra o PSDB, ganho mais,, obg Palácio do Planalto, já sanei minha dúvida através do Sr. Rogério Martins Ererré. obg amigo!"

Entre os críticos tem o Israel Silveira que perguntou: "precisamos de quantas pessoas para a acabar com o Brasil? Diuma. Kkkkkk". Já Jackeline Ckyareli Jackeye, disse que gostaria de "uma resposta sincera de vossa excelência". "Como pode um pais tão maravilhoso como o Brasil, ter tantas riquezas e ser tão pobre em educação? Ao invés de falarmos de Enem porque não falar do ensino médio?! Que na maioria das cidades, é um ensino precário. Como passar no #Enem, se se quer temos um bom ensino fundamental?!.", indagou.

O número de participantes do Face to Face reduziu um pouco em relação às duas primeiras vezes anteriores, que ficou na casa dos 500 internautas. Foram cerca de 380 participações , com 430 curtidas e 159 compartilhamentos. Da mesma forma, as críticas também reduziram com as pessoas se concentrando em fazer mais perguntas sobre o tema em debate, embora sempre apareça quem pergunte sobre alguma coisa fora da pauta. Dilma, que nas duas vezes anteriores respondeu a 11 perguntas, hoje respondeu a quase o dobro, 20 perguntas. Nas duas vezes anteriores, Dilma falou de marco civil na internet e Pronatec.

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