A distância entre discurso e prática

Apesar de ser apotada como profissão do futuro, os que procuram a área ambiental agem por paixão

Bruno Versolato, Especial para O Estado

29 de abril de 2009 | 09h16

Apesar do apelo de profissão do futuro, boa parte das pessoas que buscam formação na área ambiental não escolhe a carreira por causa da remuneração. "A maioria delas entende o que o mercado precisa, mas o que as impulsiona é a paixão", diz o economista Jacques Demajorovic, coordenador do Centro Universitário Senac, em São Paulo.

 

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Esse é o caso de Letícia Rodrigues, que fez especialização em Turismo Sustentável e trabalha num hotel na costa da Bahia. "O mercado é muito bom nessa área. Mas ainda sonho em concluir meu mestrado sobre reciclagem e trabalhar com pequenas comunidades locais."

 

O sonho está ligado a um certo ceticismo de Letícia quanto ao compromisso da indústria hoteleira com o ambiente. "Nem sempre as coisas estão certas. Há construções em áreas de proteção aqui na região."

 

Para Letícia, a conscientização precisa começar pelos hóspedes. "Quando as pessoas começarem a cobrar dos grandes hotéis questões como reciclagem de lixo, trabalho com comunidades locais, manejo da fauna e flora e só viajarem para lugares que adotem turismo sustentável, o mercado vai mudar", aposta. "Por enquanto, quem entende e se preocupa com a questão precisa fechar os olhos para muita coisa."

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