'A demanda de assistência é crescente', diz Henrique Paim

Para o ministro da Educação, Henrique Paim, as obras nas federais andam no ritmo esperado. O próximo passo será estabelecer projetos conforme a vocação das instituições.

Entrevista com

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

05 Maio 2014 | 02h04

Foi mantida a qualidade na expansão da rede federal?

O processo de expansão não é simples, exige não só a capacidade de gestão da universidade, mas também envolve negociação com comunidade acadêmica, com contratação de novos professores e construção de projeto pedagógico. Mesmo fazendo planejamento, sempre há possíveis alterações na implementação e isso cria dificuldades. Se formos ver do ponto de vista de infraestrutura, é a mesma coisa. Muitas vezes um terreno pode ter problema.

É razoável ter quase 30% das obras ainda em andamento?

Nós temos quase 6 mil obras entre concluídas e em execução. É um conjunto muito grande. Há câmpus antigos que precisavam de reformas, novos laboratórios. Esses 30% estão dentro do esperado, porque a execução tem complexidade. Mas o programa do ponto de vista de resultado teve avanço significativo. É muito expressivo ter triplicado o número de vagas em pouco mais de dez anos.

A Andifes calcula que seria necessário R$ 1,5 bilhão para assistência estudantil, enquanto o MEC gasta R$ 750 milhões. É possível chegar a esse valor?

A demanda de assistência é crescente, mas estamos falando de uma ação que começou com R$ 100 milhões em 2008 e hoje passou de R$ 700 milhões. A mudança do perfil exige que tenhamos melhoria no atendimento dos restaurantes, da biblioteca, da residência. Mas ainda não temos como dimensionar quanto vamos precisar, o que temos de fazer é continuar ampliando. E a necessidade por isso é reflexo do sucesso da política.

Dá para ampliar ainda mais a rede federal?

A expansão é importante. Mas precisamos estabelecer no futuro que universidades tenham projetos de acordo com suas características, vocações. Em casos como da UFMG, UFRGS e UFRJ, por exemplo, elas podem se tornar universidades de classe mundial, mantendo os recursos em nível elevado. Por outro lado, há instituições que estão se consolidando. A Universidade do Acre, por exemplo, completou 50 anos e só no ano passado criou seu primeiro doutorado. O sistema não é homogêneo e precisamos ter projetos de acordo com sua expansão, algo que a Andifes e o MEC tem pensado.

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