A carreira que pede o prazer de estudar

O filósofo João Luís da Silva Santos, de 26 anos, formado em 1999, sempre devorou livros com um apetite de traça. Desde o ensino fundamental e médio carrega o hábito de ler, principalmente obras de ciências humanas, como a Filosofia. Lembra que conheceu, ainda no ensino médio, livros como A Náusea, do filósofo existencialista francês Jean-Paul Sartre (1905-1980), e Assim falou Zaratustra, do pensador alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900). Assim, não surpreende que ele tenha escolhido o curso de Filosofia. ?Para mim, foi uma escolha natural?, diz. ?Apesar disso, eu procurei me informar sobre o curso e a carreira antes de fazer o vestibular.? Hoje ele não se arrepende da opção que fez. No último ano do curso, obteve uma bolsa de iniciação científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), para fazer um trabalho sobre a história da filosofia moderna. Agora, já formado, ele está concluindo o mestrado ? sua dissertação foi apresentada recentemente ? em filosofia da mente, também com financiamento da Fapesp. ?Quero seguir a carreira de professor?, revela. ?Como bolsista da Fapesp eu não podia ter outros empregos. Mas agora, como mestre em Filosofia, não será difícil arrumar trabalho.? Para quem quer seguir seu exemplo, ele dá algumas dicas. ?Para ser filósofo é preciso ser curioso e se admirar com as coisas do mundo?, filosofa. ?Também é necessário ler muito. Quando se está preparando um mestrado, por exemplo, é preciso ler quase o dia todo.?

Agencia Estado,

25 de outubro de 2002 | 20h01

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