A carreira de quem dá vida aos computadores

Depois que o computador surgiu e se popularizou, fica difícil imaginar o mundo sem ele. Avanços na internet, mudanças na área de comunicação e de telefonia, evoluções em setores industriais e sistemas complexos, como os utilizados pelos bancos, não seriam possíveis sem a computação.Por trás disso tudo está um profissional responsável pelo desenvolvimento e aprimoramento de ferramentas que pretendem encontrar e suprir as diversas necessidades do mercado.O curso de Ciência da Computação possibilita a atuação em várias áreas. Quem sai da faculdade está apto a detectar problemas, propor soluções e atuar em projetos que envolvem recursos computacionais, como banco de dados, redes, aplicativos e sistemas operacionais.O profissional também pode trabalhar no desenvolvimento de softwares, produtos multimídia, jogos, robótica e computação gráfica. ?O curso tem a computação como atividade fim, ou seja, ensina como desenvolver, e não apenas como usar, a tecnologia?, afirma o diretor da Faculdade de Computação e Informática do Mackenzie, Vilmar Pedro Votre.Interesse por exatasO coordenador do curso de Ciência da Computação da Universidade de São Paulo (USP), Carlos Eduardo Ferreira, lembra que é fundamental o interesse por exatas do candidato ao curso. ?A computação é um campo da matemática.?O estudante Elieser Lima Jupy, de 21 anos, por exemplo, decidiu tentar o vestibular para a profissão quando percebeu sua paixão pelas disciplinas exatas. ?Gosto de computação porque utiliza matemática e raciocínio lógico?, diz.Quando sair da faculdade, ele pretende trabalhar com a elaboração de novos sistemas e softwares. ?Acho que não terei dificuldade para entrar no mercado de trabalho, pois a maioria das empresas é informatizada?, afirma.Capacidade de análiseAlém da facilidade de lidar com números, outras características que ajudam na profissão são a agilidade, a capacidade de análise e o raciocínio abstrato. Por ser uma área em constante modificação, o profissional de computação deve estar sempre disposto a estudar.O coordenador do curso do Mackenzie, Luciano Silva, recomenda que os alunos façam cursos de atualização sempre que possível. ?Os cursos de certificação em determinados produtos têm curta duração e são uma boa forma de se manter em sintonia com as evoluções da área.?Carlos Eduardo Ferreira concorda. ?É fácil arranjar emprego em computação, o difícil é continuar empregado sem investir na reciclagem?, diz ele. O mercado de trabalho é bastante amplo e absorve a maior parte das pessoas que terminam a faculdade. Muitos começam a trabalhar na área ainda antes de se formar. Um recém-formado ganha entre R$ 2 mil e R$ 2.500.Computador desconhecidoQuando entrou em Ciência da Computação, na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), Cláudia Regina Rodrigues, de 35 anos, nunca havia ligado um computador. ?Eu gostava de matemática e queria fazer alguma coisa que envolvesse lógica?, lembra. No segundo ano da faculdade, começou a trabalhar como digitadora.Logo depois, conseguiu um estágio em microinformática em uma empresa metalúrgica, de onde saiu como analista plena, cinco anos depois. ?Achei que teria dificuldades para entrar no mercado de trabalho, porque quando entrei na faculdade todos já conheciam um pouco de computação?, diz ela. ?Mas isso não aconteceu.?Hoje, 14 anos após a formatura, ela é coordenadora de equipes na área de sistemas de uma grande instituição financeira ? e se considera realizada profissionalmente. ?Apesar de ser uma área técnica, a computação tem salários compatíveis com os de cargos de gerência?, afirma.

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