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A alternativa que não é o inglês

Cresce procura por colégios com aulas em alemão e francês, por exemplo. E com público diversificado

ALEX GOMES E OCIMARA BALMANT, ESPECIAIS PARA O ESTADO

18 Setembro 2018 | 07h30

Apesar de a maioria das escolas bilíngues ainda oferecer o inglês, tem crescido também a procura por colégios que apostam em outros idiomas, como o alemão e o francês. E, se até há algum tempo o público desses colégios era composto quase que em sua totalidade por filhos de estrangeiros residentes no Brasil ou por famílias com ascendência, o cenário agora é outro.

“No momento em que o Brasil está, com menos estrangeiros vindo morar aqui, temos uma redução desse tipo de público na escola e percebemos um aumento de famílias brasileiras que buscam a educação bilíngue como um investimento, para fornecer aos filhos o convívio com culturas e sistemas escolares diferentes e a possibilidade de estudar nesses países”, explica Valdir Rasche, diretor pedagógico do Humboldt, colégio bilíngue alemão.

Foi essa a lógica que levou o engenheiro civil Flávio de Oliveira Scapim a matricular os filhos Miguel, de 6 anos, e Pedro, de 8, na instituição. Apesar de ninguém na família falar alemão, ele viajou a trabalho ao país e quer os filhos com os valores que percebeu por lá e, quem sabe, até morando em terras germânicas no futuro. “Eu me identifiquei muito com a disciplina e o desapego ao consumismo. Na Alemanha, eu via executivos e presidentes de empresas levarem os filhos na escola com mochilas de pano pintadas pela criança. Quero que eles cresçam valorizando esse tipo de comportamento e tenham a chance de, uma vez fluentes na língua, fazerem faculdade lá”, conta.

Especificidade

Pelo fato de o alemão não ser tão popular como o inglês, algumas técnicas específicas são necessárias. O Humboldt usa, por exemplo, o modelo de bilinguismo aditivo: uma dupla de professores em que ambos se comunicam na sala de aula e, dessa maneira, as situações são vivenciadas nos dois idiomas. Além disso, são realizados saraus a cada dois meses, nos quais os docentes trabalham com os alunos aspectos de música e poesia que mesclam cultura brasileira e alemã. 

O engajamento da família, mesmo que não domine o idioma, é fundamental. “Friso que a família não precisa aprender a língua, mas tem de se abrir a uma experiência multicultural”, afirma Diana Schuler, coordenadora da primeira fase do ensino fundamental. “Fazer isso é simples. Basta se propor a ir em livraria, experimentar o gosto da comida alemã, fazer biblioteca em casa, assistir filme em língua alemã, vivenciar jogos e passar férias no país.”

Escola faz palestra sobre duplo diploma

O Colégio Singular promove hoje uma palestra sobre o duplo diploma – brasileiro e americano – no ensino médio. A escola tem uma parceria com a Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, para que seus estudantes possam obter o certificado duplo.

A apresentação será feita por Rogério Abaurre, coordenador do programa da instituição High School Educational (HSE). O foco são os pais de estudantes dos anos finais do ensino fundamental (do 6.º ao 9.º ano), e a palestra é aberta a toda a comunidade. 

A HSE está presente em 64 escolas brasileiras e tem 4,7 mil alunos no programa de currículo internacional. O modelo prevê aulas ministradas por professores nativos de língua inglesa, com disciplinas do currículo americano como Oratória, Política, Economia, História, Inglês (Gramática, Literatura e Redação) e Sistemas de Informação. Além do duplo diploma, os alunos que se formam pelo programa, completando as 16 disciplinas do currículo americano e atingindo determinada pontuação, têm garantida a admissão automática na Universidade de Missouri.

O Colégio Singular fica na Rua Álvares de Azevedo, 222, no centro de Santo André.

Faculdade fora e escolha de profissão

O Colégio Salesiano Santa Teresinha, na zona norte de São Paulo, faz neste mês dois eventos voltados para alunos do ensino médio. No dia 25, ocorre a Feira de Universidades Internacionais, em parceria com o Centro Salesiano de Idiomas, com a participação de representantes de universidades estrangeiras. O Fórum de Profissões, no dia 27, leva profissionais de diferentes campos para falarem sobre suas profissões (atuação e faixa salarial). Ao longo do dia, haverá palestras e oficinas sobre áreas como Medicina, Direito e Tecnologia da Informação, além da chance de fazer um teste vocacional.

Pesquisa no Brasil atrás de parceria alemã

Representantes de universidades e instituições de pesquisa brasileiras fazem viagem à Alemanha para divulgar oportunidades de estudo e pesquisa no Brasil. Até 21 de setembro, a delegação passa por Munique, Berlim, Münster, Bonn e Tübingen, no roadshow chamado de Study and Research in Brazil, organizado pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD). O roteiro inclui visitas a instituições alemãs de ensino superior que possam vir a se tornar parceiras do Programa Institucional de Internacionalização (PrInt) da Capes, focado em instituições brasileiras de ensino superior.

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