A alegria de quem já viu o nome na lista

Alívio e sensação de dever cumprido são apenas os mais recorrentes sentimentos de quem já viu seu nome publicado em uma lista de aprovados no vestibular. Não é para menos. Foram meses e meses de estudos e dedicação. Quem está garantido tem outra vantagem: está fazendo com toda a calma do mundo as provas que ainda faltam, ou faltavam, como Fuvest e Unicamp. ?Passar na PUC (Pontifícia Universidade Católica) tirou um peso das minhas costas?, conta Rodrigo de Moraes Ubarana, de 20 anos, aluno do Objetivo. ?Agora tenho a certeza de que não vou ter de repetir tudo e passar mais um ano em cursinho.? A euforia do vestibulando começou no início da madrugada de terça-feira, mais precisamente à meia-noite. Ele ficou até essa hora acordado para verificar na internet a lista de aprovados. ?Eu me senti realizado e muito feliz.? A tal felicidade era tanta que Rodrigo não esperou o dia clarear e ligou para os pais, em Taubaté, no interior de São Paulo. A notícia foi muito bem-recebida por eles, que esperavam ansiosos pelo resultado. ?Meu pai ficou orgulhoso porque é ortopedista e agora vai ter um filho médico.? Apesar de ainda ter chances na Fuvest, na Unesp e na Unifesp, ele vai fazer a matrícula na PUC e garantir sua vaga na concorrida Medicina. Também não descuida dos estudos e estava fazendo as provas da Fuvest com toda garra. Se passar, vai dar adeus à PUC. ?Fazer Medicina na USP (Universidade de São Paulo) é tudo.?Já Paulo Augusto Guimarães Teixeira, de 18 anos, aluno do Colégio Bandeirantes, não está tão certo de trocar sua já garantida vaga para Economia nas Faculdades Ibmec por um lugar na USP. ?Já consegui uma ótima faculdade a ainda não sei se vou deixar o Ibmec se passar na Fuvest?, afirma o vestibulando. ?Perdi até um pouco da motivação.? Bom aluno, Paulo Augusto conta que estudou com moderação durante o ano. Tanto é que dispensou cursinhos. ?O Bandeirantes tem nível forte e eu precisava apenas de revisões.? A dúvida do aluno para escolher a universidade é compartilhada pelos pais dele. ?Meu pai é mais conservador e vai preferir a USP. Acho que minha mãe gosta mais do Ibmec.? Agora, ele está esperando seu presente. ?O carro era mais ou menos uma promessa.? Ao contrário de Paulo Augusto, seu colega Thiago Schiavon Ara, de 17 anos, está estudando ainda mais desde que soube que havia passado na Universidade Mauá, há um mês. ?Fiquei mais motivado porque vi que meu esforço valeu a pena. Deu uma sensação de dever cumprido?, afirma o futuro aluno de Engenharia. ?Mas é certo que estou indo para as provas da Fuvest bem mais relaxado.? Para ele, toda dedicação é pouco. Afinal, Thiago está interessado na possibilidade de conviver com pessoas de diferentes áreas no câmpus da USP e quer ser calouro da Escola Politécnica, como seu irmão. ?A Poli tem nome e charme.? Aluna do Cursinho da Poli, Beatriz Meira, de 20 anos, comemora a vaga em Letras (Francês) na PUC. ?Depois de passar um ano trabalhando e estudando ao mesmo tempo, ver meu nome na lista foi tudo de bom?, conta a jovem, que está em seu segundo vestibular. A emoção foi tanta que na própria terça-feira, quando saiu o resultado, ela tratou de espalhar a novidade para parentes e amigos. ?Eles acompanharam meu esforça?, justifica. ?Agora, quero ser caloura. Mal posso esperar o trote.?

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