Diego Herculano/Estadão
Diego Herculano/Estadão

9º ano da rede paulista piora em Matemática; outras séries têm alta

Prova do Saresp avalia o desempenho dos alunos do 3º e 5º anos do ensino fundamental 1, do 7º e 9° anos do ensino fundamental 2 e 3º ano do ensino médio, em Língua Portuguesa e Matemática

Isabela Palhares, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2018 | 16h19

Os alunos do 9.º ano da rede estadual de São Paulo tiveram piora no desempenho em Matemática em 2018. Os dados do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) foram divulgados ontem pelo governador Márcio França (PSB). Nas outras séries houve pequena melhora nas notas, mantendo o padrão dos últimos anos da avaliação, com pouco avanço na aprendizagem.

A prova avalia o desempenho dos alunos do 3.º, 5.º, 7.º e 9.º anos do ensino fundamental e 3.º ano do ensino médio, em Língua Portuguesa e Matemática.

A 12 dias do fim do mandato, o governador adiantou a divulgação das notas gerais da prova, que foi realizada pelos alunos nos dias 27 e 28 de novembro. Nos últimos anos, o resultado era apresentado junto com o Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) – composto pelas notas das duas disciplinas e as taxas de aprovação, reprovação e abandono. Segundo a Secretaria da Educação, o índice, usado como critério para pagamento de bonificação aos professores, só será divulgado no próximo ano.

Em Matemática, os alunos do 9.º ano foram os únicos que tiverem notas menores que no ano anterior – passou de 256,7 para 255,6 – de um total de 500 pontos. No 5.º ano, a nota aumentou de 223,8 para 227,4. E no 3.º ano do ensino médio subiu de 278,3 para 278,6.

Em Língua Portuguesa, o desempenho teve ligeira melhora em todas as séries. No 5.º ano, passou de 214,3 para 217. No 9.º ano, de 242,5 para 249,6 e, no 3º ano, de 274,5 para 278,8.

Apesar da pequena elevação, o secretário de Educação, João Cury, comemorou os resultados. “Nunca vamos ter de um ano para o outro um aumento muito grande. Essa construção é permanente e coletiva. O que importa é que impactamos a rede positivamente em 2018.”

Para Cury, a queda no desempenho do 9.º ano mostra a necessidade de política “mais assertiva” para a etapa. “É uma série que é sempre um ponto de atenção importante por ser o final de um ciclo. É quando o aluno começa a pensar se continua na escola. É o grande desafio, trabalhar de forma assertiva esse período porque é aí que corremos o risco de perder alunos.”

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França também aproveitou uma de suas últimas agendas públicas como governador para anunciar ações na área da educação. O evento teve a presença de diversos prefeitos do interior e deputados. 

O governador autorizou o início das obras de 12 escolas de educação infantil no interior e assinou convênio para mais 20 unidades. No total, serão R$ 78,3 milhões para as creches. Também reajustou em 5% o valor do repasse à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), nomeou 397 diretores de escolas e institucionalizou o programa Orçamento Participativo Jovem, que teve início neste ano e destinou R$ 5 mil para os grêmios estudantis de cada escola.

Matemática

Médias da rede por ano da prova

Ano

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

5ºEF

204,6

209,0

207,6

209,6

216,5

223,6

222,4

223,8

227,4

7º EF

212,1

216,6

215,4

214,9

215,1

227,4

227,5

228,4

231,5

9º EF

243,3

245,2

242,3

242,6

243,4

255,5

251,0

256,7

255,6

3ªEM

269,2

269,7

270,4

268,7

270,5

280,8

278,1

278,3

278,6


Língua Portuguesa

Médias da rede por ano da prova

Ano

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

5ºEF

190,4

195,0

197,6

199,4

203,7

212,7

218,6

214,3

217,0

7º EF

203,7

208,1

210,6

208,7

211,6

221,4

222,9

225,8

226,0

9ºEF

229,2

229,6

227,8

226,3

231,7

237,8

237,4

242,5

249,6

3ªEM

265,7

265,7

268,4

262,7

265,7

267,8

273,0

274,5

278,8

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