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7 pontos para observar antes de escolher o colégio

Pedagoga e psicóloga dão dicas sobre o que levar em consideração na hora de optar entre uma escola ou outra

O Estado de S.Paulo

24 Setembro 2016 | 17h00

Durante o processo de escolha de uma escola para o filho, não é apenas a proposta pedagógica que costuma gerar dúvidas nos país, mas também outros aspectos em torno da instituição. Maévi Anabel Nono, pedagoga e professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e a psicóloga escolar Meire Viana dão dicas para acalmar a ansiedade dos pais e para ajudá-los a tomar uma decisão mais racional. Veja a seguir: 

PROFESSORES

O primeiro ponto que deve ser observado é a proposta pedagógica, orienta Maévi. Segundo a pedagoga, muitas escolas têm uma boa apresentação em seus sites. Também é fundamental conhecer a formação da equipe. “Até o 5º ano do ensino fundamental, o ideal é que os professores sejam formados em Pedagogia. A partir daí, licenciatura também é essencial, de preferência na mesma matéria que vai ensinar.” Ela orienta observar também se a escola tem coordenador pedagógico formado em Pedagogia

ATIVIDADES

Para as crianças, Maévi afirma que é importante conferir se brincadeira, leitura e outras atividades estão presentes. No caso dos adolescentes, Meire defende que deve haver espaço para o aluno desenvolver atividades de que gosta, além de estudar para o vestibular: “O papel do ensino médio é apresentar o mundo profissional ao aluno”. Nos dois casos, as atividades devem ser incluídas no dia a dia, e não devem sobrecarregar os alunos fora dos horários escolares. “Não pode atrapalhar o tempo de brincar das crianças ou ser um peso a mais para os mais velhos, fora o trabalho escolar”, afirma Maévi.

TAMANHO

Pequena, média ou grande? O tamanho da escola pode interferir na relação de proximidade com os pais. Mas, segundo Maévi, eles devem observar principalmente o número de alunos por turma. Quanto mais atenção individual em sala, melhor. “Às vezes os pais preferem uma escola menor para ter mais proximidade, mas isso não é decisivo. A qualidade do ensino, sim.”

RELIGIÃO

Matricular o filho em uma escola com religião diferente daquela praticada em casa pode não ser uma boa ideia, segundo Maévi. “Sem dúvida vai haver um conflito de valores, e a família precisa estar disposta a lidar com isso.” Se mesmo assim a família optar pela escola, ela defende que os pais conversem com a instituição e que peçam orientações sobre como proceder nessa situação. A pedagoga explica que as escolas normalmente estão acostumadas a lidar com isso, mas que é essencial que os pais entendam o quanto a religião vai estar presente no dia a dia do filho. 

DISTÂNCIA

Maévi defende que, quando existe a possibilidade, os pais devem priorizar escolas perto de casa, principalmente em grandes cidades, como São Paulo. “Não vale a pena gastar tanto tempo dentro do carro. Para nós, adultos, já é difícil. Para a criança é mais ainda.” Quando os filhos são pequenos, a proximidade do colégio com a casa também pode dar mais tranquilidade aos pais

REFEIÇÃO

Se a escola oferece almoço ou lanche aos estudantes e o aluno for fazer refeição lá, é preciso ficar de olho nas opções oferecidas na instituição. “É sempre bom que tenha nutricionista. Se possível, os pais podem até levar o cardápio ao pediatra, no caso das crianças”, sugere Maévi. Também é uma boa ideia saber o que a cantina vende aos alunos

IMPRESSÃO DO ALUNO

A opinião do estudante pode ser considerada, mas nem sempre é uma boa ideia escolher a instituição com base nas primeiras impressões da criança, diz Maévi. “Às vezes ela nem está querendo ir para a escola ou mudar de colégio. Por isso, diz que não gostou.” Entretanto, a pedagoga ressalta que é importante acompanhar a adaptação dos filhos nos primeiros meses de aula.

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