500 mil fazem prova do Enade neste domingo

Quase 25 mil cursos serão avaliados; desempenho ruim pode fazer instituição passar por supervisão do MEC

Lisandra Paraguassú, O Estado de S. Paulo

09 de novembro de 2008 | 07h31

Na 5ª edição do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que ocorre neste domingo, 376 dos 24.842 cursos que serão avaliados têm motivos extras para se preocupar com o resultado. São aqueles que, em 2005, avaliados pela primeira vez, tiveram os piores conceitos. Se repetirem a dose, entrarão em um processo de supervisão já em 2009.  Este ano, o Ministério da Educação (MEC) divulgou, pela primeira vez, um novo índice, o Conceito Preliminar de Curso (CPC), composto pelo resultado no Enade, pelo IDD - que mede aquilo que o aluno aprendeu na faculdade - e dados sobre corpo docente e infra-estrutura, retirados do censo do ensino superior. Com a segunda avaliação, os cursos das 23 áreas de Ciências Exatas, Engenharias e Licenciaturas receberão seu CPC. Aqueles com resultado 1 e 2, os menores, iniciarão o processo de renovação do reconhecimento do curso. O processo, já iniciado este ano com 508 cursos das áreas de Saúde avaliados em 2004 e 2007, prevê que a instituição passe por supervisão e assine um termo de saneamento de deficiências com o ministério para assegurar a solução dos problemas encontrados.Este ano, as áreas reavaliadas são Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Ciências Sociais, Computação, Engenharia, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras, Matemática, Pedagogia e Química. Mas entram também os cursos superiores de tecnologia - no caso, Construção de Edifícios, Alimentos, Automação Industrial, Gestão da Produção Industrial, Manutenção Industrial, Processos Químicos, Fabricação Mecânica, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Redes de Computadores e Saneamento Ambiental - que não entraram no Enade de 2005. Serão mais de meio milhão de estudantes que farão a prova em 2,2 mil cidades do País. O exame, obrigatório para os alunos selecionados para a amostra, começa às 13 horas, horário de Brasília. Como este ano já está em vigor o horário de verão, o ministério alertou para a diferença de horário em alguns Estados do Nordeste, onde a prova começará, no horário local, ao meio-dia. A duração do exame é de quatro horas e o estudante só poderá deixar o local de prova depois de uma hora e meia do início. O aluno deve levar identidade, lápis e caneta preta, além do cartão de informações, recebido pelo correio, e o questionário socioeconômico. Mas, mesmo quem não recebeu o documento, poderá fazer a prova normalmente. É preciso, apenas, verificar no site do MEC o local correto em que será aplicado seu exame.

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