4 Colégio Etapa

Valinhos

Tatiana Fávaro, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2009 | 00h30

Não são só as seis aulas diárias, entre 7h25 e 12h45, ministradas por 28 professores para 400 estudantes divididos em oito salas, que fazem os alunos do colégio Etapa, em Valinhos, estarem preparados para o Enem e para o vestibular. De acordo com o coordenador geral do Etapa (São Paulo e Valinhos), Edmilson Motta, e com a diretora da unidade Valinhos, Ana Cristina Cicchetto, o incentivo à busca do conhecimento, o estabelecimento de projetos pessoais e metas, o desenvolvimento da visão crítica e a garantia de bons professores são ferramentas que fazem a diferença.

 

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A estrutura também ajuda. Os alunos têm quatro laboratórios, ginásio, piscina aquecida e coberta, duas quadras poliesportivas, refeitório e uma biblioteca na qual podem ser solicitados livros da unidade de São Paulo. Ao todo, o Etapa oferece 23 mil títulos.

 

Além das aulas regulares, os estudantes são submetidos a provas quase diárias - elas são aplicadas de terça a sexta-feira, todas as semanas. Os alunos do 3º ano fazem ainda simulado semanal às segundas-feiras. Quem está nos 1º e 2º anos do ensino médio faz ao menos três testes do gênero ao longo do ano.

 

Eles também têm aulas à tarde, duas vezes por semana. Quem quer se candidatar a uma vaga no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) estuda durante à tarde em três outros dias - incluindo sábados. Candidatos a medicina e arquitetura também fazem aulas específicas de reforço.

 

Além de todas essas tarefas, pelo menos 90% dos alunos do Etapa ainda participam de atividades extracurriculares opcionais, como esportes, clube de cinema (para analisar filmes), clube de leitura, aulas de atualidade, filosofia e línguas (alemão, francês e espanhol).

 

"O colégio dá as ferramentas. A gente tem que ir atrás do que quer", afirma o estudante Rafael Tafarello, de 17 anos, classificado para a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia. Desde que entrou no Etapa ele não perde uma aula preparatória para olimpíadas.

 

"Faço de física, matemática, química, astronomia, biologia. As aulas das olimpíadas são mais legais que as aulas normais, são menos básicas", disse Tafarello, que às vezes sai de Valinhos rumo a Itatiba, onde mora, perto de 18 horas, após ter passado o dia na escola.

 

Para quem acha impossível estudar tanto, Bruno Brinati, de 17 anos, é exemplo de que dá, sim, para conciliar o colégio com outras atividades. Além da grade obrigatória e de algumas atividades extracurriculares, Brinati toca flauta, integra um grupo de dança e joga tênis. Isso porque deixou as outras atividades - vôlei, inglês e espanhol - que fazia no ano passado, para se dedicar mais aos estudos no 3º ano. "Tem gente que tem a imagem de que fazer Etapa é algo pesado. Se você se organizar consegue equilibrar tudo", diz.

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