2ª fase da Unicamp começa com prova de dificuldade média, dizem professores

Os vestibulandos tiveram de responder questões de português e fazer duas redações neste domingo; Exame continua na segunda e terça-feira

O Estado de S. Paulo

11 Janeiro 2015 | 20h01

Os candidatos convocados para a segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) fizeram neste domingo, dia 11, o primeiro dos três dias de prova desta etapa. O exame de hoje foi considerado de complexidade média por professores consultados pela reportagem.

Dos 15.444 aprovados para a segunda fase, 1.699 candidatos deixaram de fazer a prova deste domingo, representando uma abstenção de 11%. Os vestibulandos tiveram de responder questões de português e fazer duas redações neste domingo. Temas e gêneros textuais foram conhecidos na hora - este foi o primeiro ano em que a redação foi aplicada apenas na segunda fase. Foi exigido que os candidatos escrevessem uma carta de convocação para  uma discussão sobre a violência nas escolas e uma síntese sobre a relação entre recursos tecnológicos e humanização de atendimentos na área da saúde. 

Apesar da mudança no formato, essa segunda fase do vestibular da Unicamp manteve o mesmo caráter de exigência já tradicional, segundo a avaliação do professor do curso e colégio Objetivo Nelson Dutra. "O candidato precisava construir argumentos, a prova exigiu boa maturidade linguística", diz ele. "Foi uma prova de nível médio para difícil, exigiu uma elaboração."

Para o professor de redação Vitor França, do Etapa, o estilo do vestibular da Unicamp é positivo por tirar o aluno dos modelos pré-formatados de textos - tradicionalmente os vestibular exigem textos dissertativos. "Foram dois temas interessantes, que privilegiaram interpretação", disse França. "As coletâneas de apoio foram também muito boas. Se o aluno levou a redação a sério ao longo do ano, ele foi bem."

Além de escrever os textos, os participantes tiveram de responder seis questões de português e literatura - que abordaram obras de Graciliano Ramos, Carlos Drummond de Andrade e Jorge Amado. "O conjunto da prova tornou o exame de nível médio, principalmente por causa do tempo para fazer a prova", avalia o professor Heric José Palos, do Etapa.

Já o coordenador do Cursinho Oficina do Estudante, Celio Tasinafo, afirmou que o exame deixou a desejar em qualidade de elaboração. "Enquanto a Fuvest (que seleciona alunos para a USP) trouxe questões de literatura comparada, essa prova da Unicamp foi muito rasa. O aluno não precisava nem ter lido os livros para fazer as questões de literatura", disse. "Foi uma prova pouco criativa, não vai conseguir diferenciar os bons candidatos".

O vestibular continua na segunda, 12, quando os candidatos vão encarar as provas de matemática, história e geografia. Na terça-feira, dia 13, há os exames de física, química e biologia.

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