Vibrando juntos

Vibrando juntos

Colégio Vital Brazil

20 Junho 2018 | 11h28

Há um componente do ensino forte do Vital que vai além do aspecto acadêmico: a sinergia entre alunos e professores.

“Eu tenho 24 anos em Educação e nunca vi o que aconteceu nesse ano”. A fala é do coordenador do Ensino Médio do Vital, André Rebelo, ao comemorar os resultados do Colégio no vestibular. Seu entusiasmo é justificado: dos 64 concluintes de 2017, 58 foram aprovados em pelo menos uma das faculdades que escolheram – 90% da turma –, e 75%, em pelo menos uma universidade pública. Além disso, um em cada dois dos concluintes, hoje, estuda na Universidade de São Paulo. Não é sempre que uma escola pode se orgulhar da marca de 50% de aprovados na USP.

Passado o espanto, porém, André revela que os índices alcançados não foram uma surpresa total: “Faz todo o sentido que essa turma tenha conquistado esses resultados. Porque foi, até hoje, a turma com a qual tivemos a parceria mais afinada”. Ao fazer essa análise, o coordenador esclarece que não considera os concluintes de 2017 mais esforçados ou inteligentes que os anteriores. Apenas quer chamar a atenção para o fato de que há um componente do ensino forte do Vital que depende de uma sinergia – entre alunos, professores e coordenação – que ultrapassa o aspecto puramente acadêmico. Uma parceria que envolve muito diálogo para ajudar os alunos a tomar decisões como a escolha da faculdade, a encontrar rotinas de estudos mais eficientes para cada um, a superar dificuldades individuais. E que envolve também sensibilidade, por parte dos professores e coordenadores, para saber até onde exigir dos alunos, quando fazer a turma avançar e quando é preciso aliviar as tensões, com aulas mais descontraídas, encontros informais ou um simples bate-papo.

“Nos conselhos de classe, nós conversamos sobre cada aluno, percebemos quem precisa de atenção, e aí um professor com maior afinidade chama o jovem para uma conversa no almoço, no pátio, no corredor”, diz André. “Então, todo mundo é muito próximo, nós vibramos juntos a cada conquista”.

Não por acaso, os reflexos dessa parceria vão além do vestibular, manifestando-se também em profundos laços de amizade e respeito que, a julgar pelos sorrisos dos presentes no último encontro de ex-alunos do Colégio, ficarão na memória. Que é outro resultado que André comemora com justificado orgulho.

 Professor Petucco (Biologia) e o ex-aluno Cesar Augusto Murata, aprovado em Economia na USP.

Amizade e apoio humano
Davi Coutinho Moura admite: tinha horas que ele só queria ir para casa. Tendo estudado todo o Ensino Médio no Vital, Davi afirma que o período integral e a carga de conteúdos trabalhados no Colégio requerem empenho considerável. Mas, se alguma vez chegou a ter dúvidas, hoje, recém-ingresso no curso de Engenharia Agronômica da USP, ele está convicto de que tudo valeu a pena. “O Vital me obrigou a ser disciplinado”, diz ele. “Isso vai fazer diferença no ritmo da universidade”.

Mas as memórias de Davi não se resumem a anos de esforço ininterrupto. Ele cita momentos de descontração proporcionados pelo Colégio, como os dias de jogos ou o sarau das 3as séries no fim do ano, antes de destacar o que ele e quase todos os seus colegas definem como o fator de apoio mais importante que o Vital tem para oferecer aos alunos: os professores. “Eles nos encorajavam e procuravam dar aulas mais leves e dinâmicas”, diz o ex-aluno, acrescentando que os professores se mostravam abertos para ouvir os pupilos – e nem sempre sobre assuntos acadêmicos. “Respeitando a hierarquia, claro, conversávamos sobre tudo o que se conversa entre amigos”.

Amizade também é o termo utilizado por Lorena Leme, ao descrever os últimos três anos. “A gente fica muito próxima de todo mundo o dia inteiro, por isso fica muito amiga”, diz a jovem, aprovada no curso de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da USP. Assim como Davi, ela cita a disponibilidade dos professores do Vital como ponto fundamental: “Nós tínhamos liberdade para perguntar tudo, tirar todas as dúvidas, inclusive em horário de almoço e nos intervalos. Isso compensava o pouco tempo que tínhamos para estudar em casa”.

Irmã gêmea de Lorena, Mariana Leme relata ter tido menos dificuldade de dar conta dos estudos do que de optar por uma faculdade. “Eu não sabia o que escolher, cheguei a cogitar Medicina”, diz a jovem, que terminou optando pela Engenharia Química, também tendo sido aprovada na Poli. Embora a predileção pelas aulas de Física e Química possa ter influenciado a escolha que acabou tomando, não foi, contudo, por falta de afinidade com os demais professores. “Todos!”, é a resposta imediata de Mariana quando lhe perguntam de qual professor sentiria mais saudades. “Todos me marcaram muito, porque eles nos motivavam e nos acalmavam. Diziam: ‘Não se preocupem se não passarem esse ano ou se estão tomando a decisão certa, vocês são jovens ainda’”.

As conversas que o coordenador André Rebelo tinha com as turmas sobre escolhas profissionais, segundo Mariana, também a incentivaram a pesquisar mais para tomar sua decisão. E, para muitos de seus colegas, ajudaram a abrir o leque de possibilidades além dos cursos tradicionais. “O Vitinho, por exemplo, está fazendo Editoração na USP”, diz ela, citando o amigo Victor Bittar.

Victor é outro que fala com carinho evidente do que ele chama de “baita apoio humano” recebido pelos professores e coordenadores do Vital. “O André e a Solange [Frasca, coordenadora adjunta] estavam sempre à disposição para nos receber”, diz o jovem, para acrescentar com bom humor: “Eu até teria ido mais vezes à Coordenação, mas ficava com receio de estar incomodando”. De sua sala – que garante estar sempre de portas abertas para as próximas turmas –, André Rebelo sorri.