O trabalho com projetos escolares

O trabalho com projetos escolares

Colégio Vital Brazil

05 Maio 2016 | 12h00

Em todas as turmas da Educação Infantil e do 1° ano do Ensino Fundamental I do Colégio Vital Brazil, são desenvolvidos projetos trimestrais envolvendo diferentes temas. Um dos aspectos mais positivos desses trabalhos nessa etapa da escolaridade é a participação ativa das crianças como protagonistas, envolvidas nas diferentes situações de aprendizagem.

Historicamente, o trabalho com projetos foi idealizado por William Heard Kilpatrick, com base na teoria do filósofo John Dewey, e foi inicialmente utilizado na escola experimental da Universidade de Chicago. A perspectiva teórica central dessa proposta é de que o conhecimento é obtido por meio da experiência e da ação.

Desse modo, a aprendizagem torna-se significativa, porque é dotada de conotações, construída por meio de vivência, das observações, relações, ideias, perguntas, enfim, das construções coletivas e cooperativas. Além disso, o trabalho com projetos abre a possibilidade de utilizar diferentes linguagens.

culinaria

No Vital, as propostas são organizadas em torno de três eixos: Linguagem (capacidade de comunicar-se, de ouvir e de se posicionar, de compreender e interpretar as variadas formas de expressão), Ludicidade (ações espontâneas, brincadeiras e jogos simbólicos) e Pesquisa (processo de questionar e refletir sobre o mundo, de fazer experimentos e descobertas).

Mas como acontecem esses projetos? Geralmente, iniciamos com o que chamamos de atividade disparadora, que pode ser uma imagem, uma história ou mesmo um problema a ser resolvido. A partir de então, as crianças compartilham seus conhecimentos prévios, fazem perguntas acerca do assunto e levantam hipóteses. As respostas não são oferecidas prontamente pelas professoras, que, por sua vez, têm o papel primordial de propor e organizar as experiências, apontar possíveis fontes e recursos de pesquisa, com o cuidado de assumir junto ao seu grupo uma postura curiosa e investigativa, atuando como modelo de pesquisadora.

sanduiche da maricota

As etapas subsequentes são as experiências, rodas de conversa para comunicar descobertas, pesquisas em fontes variadas, saídas pedagógicas e registros. Ao final, ocorre uma situação comunicativa para informar às famílias e à comunidade escolar as descobertas realizadas. Essa comunicação pode ser desenvolvida por meio de diferentes linguagens e formatos: álbuns, filmagens, brincadeiras, jogos, explorações plásticas, gravação das falas das crianças, entre outros.

E o que vem depois? Mais perguntas, experiências, pesquisas, descobertas… E as crianças gradativamente ampliam seu conhecimento de mundo, aprendem a conviver, assumem uma postura indagadora e investigativa e compartilham suas descobertas. Em longo prazo, assumem uma postura autônoma em seu processo de aprendizagem e formam suas próprias ideias sobre a realidade e o mundo.

Renata Provetti Weffort Almeida

Coordenadora Assistente da Educação Infantil e do 1º ano do E. Fundamental.