O brincar nos cantos pedagógicos do Maternal

O brincar nos cantos pedagógicos do Maternal

Colégio Vital Brazil

30 Maio 2018 | 16h26

O brincar é ponto fundamental na vida das crianças e um processo educativo essencial no desenvolvimento das habilidades que as formarão. A brincadeira possibilita às crianças transpor o imaginário para o concreto e ensina a lidar com situações diferenciadas. Por isso, é um ato garantido nos estudos das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (DCNEI, Resolução CNE/CEB nº 5/2009, em seu Artigo 4º), que definem criança como “sujeito histórico e de direitos, que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura” (BRASIL, 2009).

Os cantos pedagógicos no Maternal do Colégio Vital Brazil fazem parte da rotina e neles, o imaginário acontece nas brincadeiras. É por meio delas que as crianças desenvolvem a interação com o outro e com situações que aprimoram suas habilidades socioemocionais, como o gerenciamento dos sentimentos, dos afetos e da relação com o outro. Além disso, a imaginação amplia a autonomia na resolução de “conflitos”, como os ocorridos em um telefonema imaginário ou em um diálogo com o amigo sobre um ponto de vista, que o meio proporciona.

Outros aspectos trabalhados com os cantos pedagógicos também contribuem para o desenvolvimento dessas crianças, como o faz de conta, a manipulação de diversos objetos e a exploração do espaço, que conta com modelos diferentes de brincadeira. Tudo isso leva os pequenos a dominarem as independências que os levam a alcançar a autonomia equivalente a cada idade.

O uso dos cantos deve ter uma regularidade e é incrementado ao longo dos dias, para possibilitar às crianças a aprendizagem e o aprofundamento dos conhecimentos, tanto no que diz respeito ao brincar, quanto à interação com variados objetos.

A sala é preparada em diferentes modos. O uso de materiais diversificados, como tecidos, papéis, lixa, sagu, gelo, argila e cortinas de fitas ficam à disposição dos alunos nas carteiras e mesas, e são adequados às atividades planejadas e à faixa etária correspondente às atividades, oferecendo um ambiente desafiador e lúdico.

Para potencializar a atividade, é preciso escolher materiais e brinquedos que estimulem os sentidos e o movimento, como a diversidade de texturas, cores e materiais, e mesmo a própria organização da sala para o deslocamento das crianças.

Também são disponibilizados diferentes ângulos para desenhar (embaixo de mesas, lousa, chão, etc.).

No jogo simbólico, os alunos simulam situações de vivência de seus pais ou conhecidos, como: kit cozinha (com diversos objetos de cozinha); escritório (teclados, telefones, canetas e blocos de anotações); cantinho da beleza (pentes, escovas, embalagens de xampu, creme). Há várias explorações intencionais para o desenvolvimento motor e da coordenação, como vestir e desvestir bonecos, abotoar. Proporcionamos também estruturas diferenciadas de configuração da própria sala, como a aplicação de teias de aranha com barbante, cortinas com fitas horizontais e verticais e obstáculos na entrada da sala, tudo isso para que os alunos encontrem alternativas para entrada e saída. Todas essas práticas são de interações e brincadeiras.

Voltando à referência do documento da DCNEI, em seu Artigo 9º, as Diretrizes trazem que as “experiências nas quais as crianças podem construir e apropriar-se de conhecimentos por meio de suas ações e interações com seus pares e com os adultos são os eixos estruturantes das práticas pedagógicas, o que possibilita aprendizagens, desenvolvimento e socialização”.

Káthia Kobal
Coordenadora da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I

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