Alunos reproduzem debates do Conselho de Segurança

Alunos reproduzem debates do Conselho de Segurança

Colégio Vital Brazil

21 Setembro 2018 | 17h00

Colégio Vital Brazil promove simulação da ONU para estudantes do Ensino Médio

Texto redigido pelos alunos: Carolina Palavicini Gallardi, Laura Cabral Jordão, Pedro Ruggiero Estanislau do Amaral, Isabela Paulovic Szalontai e Manoella Stavale.

Foto: Ricardo Chiquetto do Lago

 O Colégio Vital Brazil realizou em sua sede, em 18 de setembro de 2018, a 6ª edição da ONU Vital. O evento é organizado anualmente e dele participam os alunos do Ensino Médio do Colégio. Possui como cerne o debate de assuntos relativos a disputas internacionais, em um ambiente propício para a discussão das divergências regionais ou globais. Seu objetivo principal consiste na aprovação de uma proposta de resolução desenvolvida pelas delegações participantes ­­– a qual corresponde a uma decisão final de ordem diplomática. Dessa forma, habilidades como oratória, retórica, capacidade de argumentação, repertório sociocultural, trabalho em equipe e o respeito a ideias e propostas divergentes são aprimoradas durante o processo.

O ambiente de discussão, por sua vez, constitui o Conselho de Segurança; para passar pelo critério avaliativo, a proposta de resolução não pode ser vetada por nenhum dos países seguintes: Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China. Esses cinco países com direito ao veto e mais dez delegações escolhidas, conforme sua respectiva relevância política com relação ao tema, devem apresentar um Documento de Posição Oficial na abertura da conferência.

Para as funções de orientar o ritmo da discussão e manter o decoro, é designada a mesa diretora, responsável pela permissão de debates formais, moderados e não moderados, requisitados a partir de monções dos delegados. Já a imprensa, composta igualmente por alunos, registra o evento pela redação de matérias e por fotografias, criando também imagens humorísticas relacionadas aos acontecimentos.

As edições anteriores da ONU Vital abordaram temas de abrangência internacional, como: “Aproveitamento consciente dos rios”, “Fontes alternativas de energia”, “Uso e manutenção dos solos” – principalmente nos processos de desertificação no Sahel – “A crise no Estado islâmico e o terrorismo” e “A crise no Extremo Oriente”. Neste ano, o tema foi “A crise humanitária na Venezuela”. Caracterizado por possuir mais de 30 milhões de habitantes e uma das maiores reservas de petróleo do planeta, esse país se encontra prejudicado pelas quedas drásticas dos preços globais de combustíveis fósseis, os quais são ditados pelo mercado mundial. Essa desvalorização do petróleo levou ao desequilíbrio da balança comercial do país, que teve a entrada de recursos oriundos da exportação reduzida e, com isso, ficou sem saldo para suprir a necessidade de importação de bens de consumo.

Nesse contexto, também integram a discussão os seguintes países latino-americanos: Argentina, Brasil, Colômbia, Cuba, Equador, México, Nicarágua, Panamá e Peru, além da própria Venezuela. Tais nações foram consideradas pertinentes no debate por serem fronteiriças e direta ou indiretamente influenciadas pelo contexto político-econômico venezuelano. Seja pela baixa das ações, devido ao diminuto preço do petróleo, ou pelo contingente alarmante de imigrantes que cruzam os limites das federações citadas, a situação da República Bolivariana da Venezuela é, indubitavelmente, preocupante.

A política de alianças variou bastante, a princípio com associações entre Venezuela, Nicarágua, Rússia, Cuba e China, de um lado, e Colômbia, Estados Unidos, México, Peru, Argentina, França, Panamá e Reino Unido do outro. Mais adiante, foram realizadas modificações e outras associações, compostas por Colômbia, Brasil e Estados Unidos em um acordo político; China, Rússia, Nicarágua e França formando um bloco econômico; a China, especificamente, tentando relações com as demais delegações; e o principal ajuntamento, o qual apresentou a Proposta de Resolução, constituído por Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia, Argentina, Equador, Brasil, Colômbia, Cuba, México, Panamá e Peru.

A Proposta de Resolução oferecida pelos alunos incluiu, entre outras proposições, o fim da tortura na Venezuela, sua redemocratização, a convocação de novas eleições, a abertura do mercado externo venezuelano, contribuições econômicas dos outros países signatários, o envio de profissionais especializados, produtos da indústria farmacêutica e de remessas de alimentos às regiões necessitadas, e sanções econômicas sobre a Venezuela em caso de não cumprimento de alguma das resoluções. Dessa forma, percebe-se o progresso que os alunos apresentaram ao decorrer do evento, mostrando-se comprometidos não apenas com as questões de âmbito escolar, mas apresentando preocupações sociais reais. A Proposta de Resolução foi aceita.

 

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