A força do time

A força do time

Colégio Vital Brazil

06 Junho 2018 | 17h43

Mesmo colecionando conquistas, o Departamento de Inglês do Vital realiza trabalho intenso em busca de melhorias constantes

Se fosse verdade que em time que está ganhando não se mexe, a equipe de Inglês do Vital Brazil talvez tivesse menos com que se preocupar. Afinal, os alunos vêm colecionando vitórias expressivas no idioma, com índices de desempenho e certificações internacionais que comprovam o sucesso do projeto pedagógico. No entanto, o que se vê no grupo de 15 professoras e na Coordenação de Inglês é uma espécie de inquietação saudável, uma disposição constante de pensar, repensar e discutir métodos e materiais adotados, na busca por resultados ainda melhores. De certa forma, é justamente porque o Departamento de Inglês não para que o time está ganhando.

Que o projeto tem dado certo, os números estão aí para mostrar – a começar pelas certificações internacionais emitidas pela Universidade de Cambridge. O Vital tem o compromisso de garantir que os alunos não precisem fazer curso de Inglês fora para adquirir fluência no idioma, oferecendo condições para que eles terminem o Ensino Médio com pelo menos um dos diplomas da universidade britânica. E até hoje todos os alunos indicados a prestar algum dos exames de Cambridge – FCE, que certifica o uso autônomo da língua, CAE, de nível avançado, e CPE, de total proficiência – foram aprovados. Em seis anos de história do Vital, já são mais de 150 alunos certificados, incluindo os dois primeiros diplomados com CPE, em 2017.

Mas o índice de alunos fluentes no Inglês não é o único resultado que o Vital tem a comemorar. Desde 2016, o Colégio incentiva alunos do 5o ano a prestar outro teste de Cambridge, o Young Learners English: Starters, de nível anterior ao do FCE. Para os alunos, o teste serve como estímulo para progredir em seus estudos; para o Vital, como métrica do nível do grupo em um momento de transição do projeto pedagógico. No fim do ano passado, dos 83 alunos do 5o ano que prestaram o teste (65% da turma), 23% gabaritaram as provas de Reading e Use of English (leitura e gramática); 46%, a de Listening (compreensão auditiva); e 86%, a de Speaking (expressão oral).

Ótimos resultados, considerando-se que ainda estão no último ano do Fundamental I e que é no Fundamental II que se dá a aceleração do aprendizado do Inglês, com o curso estruturado em turmas de no máximo 16 alunos e mais homogêneas, organizadas por desempenho linguístico. Para a equipe de Inglês do Vital, porém, ótimos resultados sempre podem melhorar.

Engajamento e diálogo
Com 23 anos de experiência docente, a professora Ana Paula Faria afirma já ter dado aulas para alunos de idades diversas, em universidades, cursos de idiomas e escolas grandes e pequenas. Mas uma coisa lhe chamou a atenção no Vital Brazil, onde ensina há um ano: “A equipe de Inglês é muito coesa e participativa; há uma constante troca de experiências entre nós para buscarmos a melhor estratégia pedagógica para cada turma”, diz ela, que dá aulas para alunos do Fundamental II e do Médio em estágios Basic e Intermediate – o que não a impede de opinar sobre outras turmas, bem como de ouvir das colegas sugestões e feedbacks sobre o seu trabalho.

“Não decidimos nada sozinhas, estamos sempre dando indicações umas às outras de materiais, jogos e músicas”, diz Ana Paula. “Outra ajuda muito importante vem das coordenadoras, que, sempre que possível, assistem às nossas aulas, trazendo um novo olhar para identificar pontos que podem ser mais bem trabalhados”. De fato, essa prática de assistência de aulas é sistematizada formalmente por meio de formulários com uma série de critérios bem definidos, o que dá à equipe uma visão compreensiva da dinâmica em sala de aula, do entusiasmo das turmas ao domínio do conteúdo por parte das professoras e ao nível dos desafios propostos.

A professora Marina Luna Ferreira – Malu, como é conhecida – corrobora as palavras da colega. “Para mim, o que faz a força do ensino do Vital é o trabalho em equipe”, diz Malu, que dá aulas para turmas do 2o e 3o anos do Fundamental e para alunos do 7o e 8o em estágios Intermediate. “Nós partimos de um projeto idealizado pela nossa gestora, mas temos a liberdade de trazer nossas ideias e propor adaptações ao perfil e às necessidades de cada turma”.

Como gestora do Departamento de Inglês, cabe à Elaine Aaltonen fomentar esse espírito de engajamento e de diálogo na equipe. Isso se dá tanto em reuniões coletivas quanto em grupos de estudos menores dedicados a séries ou a estágios específicos e também em conversas particulares da coordenadora com cada professora. Em todos os casos, a meta é sempre revisar planejamentos, avaliar o andamento dos projetos, identificar necessidades (“precisamos aprimorar o formulário de avaliação oral”, “vamos estudar novas técnicas para as aulas de leitura”, etc.) e propor novas ideias.

Foi assim, segundo Elaine, com a escolha do novo material didático de Inglês, adotado no início deste ano para todos os estágios: “Passamos seis meses avaliando várias coleções de livros. Escolhemos novos livros que trazem textos mais recentes, promovem maior identificação dos alunos, ensinam as estruturas gramaticais de forma mais contextualizada e têm boa interatividade com a plataforma on-line”, diz a coordenadora. Reflexo, portanto, de um trabalho em grupo, intenso e constante, que é a chave para que os alunos do Vital continuem evoluindo no domínio do Inglês.