A construção do aprendizado e as tecnologias digitais

A construção do aprendizado e as tecnologias digitais

Colégio Albert Sabin

16 Maio 2016 | 15h54

Uma sala ampla e iluminada, carteiras dispostas em colunas e fileiras, cadernos, lápis e canetas, lousa, giz ou marcador. Seria a sala de aula tradicional um modelo ultrapassado?

Embora tratemos aqui de discutir as tecnologias educacionais e os inúmeros recursos à disposição do professor do século XXI, não faremos, neste artigo, tal afirmação. Porque não acreditamos que a questão de fundo de uma educação de qualidade seja consertar um modelo “fracassado”, baseado em ferramentas “obsoletas” e práticas “ineficazes”, que precisa ser “descartado”. Não acreditamos nessa radicalidade nem a julgamos produtiva.

Sabemos, no entanto, que novos caminhos foram abertos, pelos quais se pode aprimorar a escola contemporânea. Existem novas ferramentas e práticas que permitem ao professor ensinar com mais eficiência, e ao aluno aprender com mais facilidade. Para nós, a distinção entre essas duas visões faz muita diferença.

tecnologia e aprendizado

Como educadores, é importante jamais perdermos de vista o motivo pelo qual adotamos uma ou outra tecnologia, este ou aquele método pedagógico. O fim tem de ser a construção do aprendizado. Assim, mesmo hoje em dia, em que há um justo entusiasmo quanto às tecnologias digitais e o receio de que quem as ignore “fique para trás”, o educador deve sempre se perguntar: “Isso contribui para meu trabalho? Meu aluno está aprendendo algo que não aprenderia de outra forma?”.

Para o Vital Brazil, o que é mais animador nas tecnologias digitais não é a modernidade em si, mas o que elas podem trazer de novo para as práticas do professor. Quando tecnologias são incorporadas ao planejamento de aulas para potencializar o aprendizado, na criação de oportunidades didáticas até então impossíveis; quando, enfim, há uma intencionalidade e um diferencial pedagógico claros, os benefícios são inquestionáveis.

Se bem utilizadas, as novas tecnologias:

– Aguçam a curiosidade do aluno pelo conteúdo ensinado, por meio de jogos e softwares educativos, como simuladores;

– Aprimoram sua capacidade de pesquisa e discernimento crítico, por meio do uso eficiente e consciente de buscadores como o Google;

– Propiciam acesso a fontes internacionais de informação, como bibliotecas, museus, veículos de imprensa, etc., e a interlocutores de outras culturas;

– Contribuem para a gestão dos estudos, em salas de aula virtuais e redes sociais específicas;

– Mapeiam o progresso e as necessidades individuais de cada aluno, adaptando exercícios e projetos de acordo, por meio das chamadas “plataformas adaptativas”.

Chegam, inclusive, a revolucionar a própria dinâmica de interação entre professores e alunos, propiciando práticas como a da “sala de aula invertida”: ideia que vem ganhando força entre educadores, que propõe concentrar a parte expositiva do ensino nas horas extraescolares do aluno (que pode assistir a videoaulas em casa, por exemplo), reservando o tempo em sala de aula para discussões e atividades que avancem o conhecimento.

Nos primeiros anos do Vital Brazil, por exemplo, isso se traduziu em incentivos concretos aos profissionais cuja inclinação natural e maior familiaridade com as tecnologias digitais os faziam buscar novos recursos e soluções didáticas. Caso do professor de Física do Ensino Médio Marcelo Barão, que participou do curso Merit Program, no Krause Inovation Center, nos Estados Unidos, sobre o uso de tecnologia móvel na educação, e ao voltar não só introduziu o uso de celulares e tablets em suas aulas de laboratório, como convenceu seus colegas de Biologia e Química a fazer o mesmo, com sucesso.

aula laboratorio 1

Este ano, com o objetivo de aprofundar ainda mais o trabalho com as tecnologias digitais, passaremos a contar com assessores específicos para a inserção de novos recursos tecnológicos na rotina do Colégio. Cada segmento contará com um profissional responsável por pesquisar o assunto, descobrir oportunidades, como cursos de interesse e recursos pedagógicos inovadores, e compartilhá-las com colegas, Coordenação, Diretoria e Departamento de TI.

Além disso, teremos o apoio de um consultor externo especializado em sistemas e projetos de Inovação em Educação e Tecnologias Educacionais, também designer de programas de formação, materiais e ambientes de aprendizagem. Dessa forma, acreditamos que conseguiremos ampliar nossos horizontes e oferecer o que há de mais eficiente, em termos de recursos e técnicas, para o aprendizado de nossos alunos.