Filosofia COM  – a prática no Fundamental I –

Filosofia COM – a prática no Fundamental I –

elvira

09 Outubro 2015 | 16h42

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o ensino da Filosofia é obrigatório apenas no ensino médio. No exterior, a filosofia para crianças surgiu na década de 1960, a partir dos estudos do filósofo norte-americano Matthew Lipman, percebendo que a filosofia no ensino superior não surtia mais os efeitos esperados pela falta de habilidades que deveriam ter sido desenvolvidas na educação básica.

Aqui no Brasil não é diferente. Já temos garantido o ensino de Filosofia no ensino médio e, por hora, parte do poder legislativo trabalha também para o avanço no que se refere à introdução da disciplina de Filosofia no ensino fundamental a partir do Projeto de lei Nº 228 / 2012.

Na Escola Villare a Filosofia é área do conhecimento integrante da matriz curricular desde o 2º ano do ensino fundamental. Entendemos que Filosofia não seja ‘para os nossos estudantes’, mas antes de tudo ‘com os nossos estudantes’.

Tal princípio compreende que devemos favorecer a curiosidade, o questionamento, a reflexão, a tomada de posições por meio de imagens, textos, exercícios de criatividade, vídeos, músicas, jogos e muitos outros recursos. Neste contexto destaca-se o processo do pensamento que ocorre em grupo, que favorece ao estudante a identificação da atividade filosófica como parte de seu cotidiano muito além das salas de aula.

 

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Quando nos detemos no cerne que as construções filosóficas se dão nos processos, ressaltamos que as noções de pensamento crítico, criativo e de cuidado com o mundo se dão na aprendizagem dos procedimentos e não no fim de um tema abordado apenas em sala de aula.

A aula de filosofia atende também às solicitações dos estudantes a partir dos seus anseios. Não é uma aula de Filosofia para crianças, mas uma aula com os estudantes e dos estudantes, o que de certo modo coloca o professor como um orientador das reflexões a partir deles, com eles e para eles.

No mote da importância desta prática filosófica desenvolvida na nossa escola, cabe ainda a reafirmação das dimensões dos saberes que são desenvolvidos, tais como: promoção da autoestima, promoção da autonomia, a prática de competências do pensamento crítico e criativo no que se refere a descobrir relações entre pensar-falar-fazer, a escuta do outro, o respeito às diferenças e os benefícios de cooperar, o reconhecimento da importância e a prática das virtudes, além do conhecimento acerca de filósofos que marcaram o pensamento na história da humanidade.

Diante do exposto ressaltamos ainda aquilo que de acordo com o filósofo Immanuel Kant era o propósito da filosofia enquanto inserida na educação: “Não se ensina Filosofia, mas a filosofar”.

Bruno Cortinove

Filósofo e Professor de Filosofia do Fundamental I