Vocação, muito além de profissão

Estadão

30 Maio 2011 | 11h34

Em tempos de escolher que caminho seguir, a preocupação de conciliar profissão com vocação sempre me acompanha. Será que você está vocacionado para a profissão que pretende atuar? Não consigo enxergar quem faça bem de verdade o que se propõe se não tiver nascido para aquilo, daí a importância de tornar claro o que gosta de fato.

Sempre é uma cilada optar por algo pela remuneração ou pelo suporto status que ele garante. O que vale é conseguir sincronizar o que se é com o que se faz. Isso vale para qualquer área da sociedade. São poucos, e claramente identificáveis, os profissionais que atuam com amor, com ideologia. São os que lideram, os que faziam os trabalhos mais dedicados na faculdade, os que buscam sempre melhorar.

Atualmente, da massa trabalhadora, 87% não está satisfeita com a sua vida profissional. Talvez seja esse o diferencial que determina se as pessoas serão ou não felizes com uma escolha que fizeram quando eram jovens e inexperientes ainda.

Vai muito além do diploma, que se consegue sem ter que ser comprometido de verdade com a profissão. Não é difícil encontrar médicos, jornalistas, advogados, etc, que são detentores desse documento tão idolatrado pela sociedade e que não conseguem ser vanguardistas em seus ramos de atuação, porque não tem os princípios de cuidar do outro ou a instigante vontade de informar. Simplesmente se formaram.

É importante pensar nessas questões também, junto com a rotina de estudar. Se ver fazendo, e gostando, daquilo que poderá ocupar suas semanas é essencial. Não se torna um sacrifício se sua vocação é aquela. Bem disse um provérbio chinês: “Escolha uma ocupação de que goste e jamais terá que trabalhar um só dia de sua vida”.

Ederson Oliveira é vestibulando e faz curso técnico em enfermagem